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Archive for the ‘Tiradas’ Category

Voltamos da praia de Boa Viagem agorinha mesmo. Nem preciso dizer que a “praia” não foi assim tão facinho. Pra mim, meu Theo, nunca foi mesmo “mel na chupeta”. A praia tem sempre um ar “dramático” por assim dizer. Ele, com certo charme-drama-chantagem, não larga minhas pernas…. fala que não pode me perder. Isso mesmo… paro e fico pensando: como assim, Theo? Um banho de mar e mamãe vai se perder? Como, filho? Ele não confia no mar…. ou não confia em mim no mar (como gosto de fazer piada de mim mesma, com o peso que estou, acho que ele tem medo que eu me sinta no meu habitat, será?). Bem, tento explicar – diga-se: sem sucesso – que na praia não é ele quem toma conta de mim, mas o inverso. A ordem é essa: Theo brinca à beça e mamãe fica lá de olhão bem aberto tomando conta da cria. Eu sou a adulta e ele a criança. Tem coisas que são simples assim….

Mas não tem jeito. Se alguém me vir dentro d´água pode ter certeza: Theo estará chorando na areia. E o argumento é sempre esse: tenho medo de te perder, eu te adoro e não posso te perder. Pode até soar “bonitinho”, mas não acho legal. Na prática, na verdade, é só ruim. Demonstra insegurança e ponto. Podem até dizer que sou uma mãe má. Mas não vejo o menor sentido nisso…. e o peso das palavras dele pode ter a medida certinha da chantagem… proporcional a minha reação. Tencionar, eis a questão.

Hoje ironizei com ele: Theo, fica sentado na cadeira e não se levanta, filho. Praia é bom pra dormir também. Ele me olha…. se cala…. (com carinha de quem não está me passando recibo – afinal naquele espaço o vulnerável é ele – , mas está danado da vida por dentro).

Pediu picolé. E eu fui no impulso mesmo: não, não vai tomar. Você nem na praia está, filho. Só toma picolé quem está curtindo a praia…. picolé na sombra não é legal. : ))) (vingança horrorosa).

Passado um tempinho, ele começa a se soltar. E eu ainda vou na água dar uma lavada na cara que o sol a pino só peles mais resistentes (e acho que nem mais as peles mais resistentes) aguentam.

Adendo: ele teve sim direito a picolé. : ) Não seria tão, tão má….

E tudo isso aí em cima é só pra dizer a gracinha dele na chegada, com o senso de humor mais ácido que eu curto tanto nele. Foi logo pro elevador, colando o rosto na porta. Imediatamente, como já é de praxe – repetir é a base do conceito ser mãe – a gente sempre diz a mesma coisa: filho, você não pode ficar com a cara no elevador, se não, quando o elevador descer com alguém dentro abre a porta, não te vê e vai bater forte com a porta em sua cara. Dói.

Hoje a mesma coisa. O elevador já estava no térreo e eu, Theo se afaste daí que pode ter gente dentro e bate a porta em você. Respostinha irônica e na lata: só se for o homem invisível, não é? Você não está vendo ele aqui do meu lado? Ai, mamãe, você me estressa muito…..

: ((( Olhei pra carinha daquela coisa peso pena e muito da “metidinha” e lasquei: Theo, na tua idade não existe estresse, tem agonia (parafraseei minha irmã). : ))) Mais uma vingança!!! Yes!!!!!

ps1: À tarde o programa será de cineminha às 16h. Sessão de Astro Boy.

ps2: assistindo a Pica-Pau juntos (pela milionésima vez…). Numa das cenas, num circo, a malabarista cai da corda e os cabelos ficam presos. Daí, ela desce carequinha da silva. Theo vira pra mim e pergunta: mamãe, isso do desenho pode acontecer de verdade? Minha resposta “errada” foi: não. Não, filho! Não pode. Isso só é desenho; inventado por alguém bem criativo que imaginou a cena assim. Não é engraçado? Sem me responder, continuou o raciocínio. Não mamãe, pode sim acontecer! Você acha que o cabelo da gente aguenta por um acaso o peso do corpo? Claro que não, não é mamãe? Porque tu nem sempre sabe das coisas, hein?

Pra Theo: Guardada aqui porque tem coisas que não adianta dizer agora…. só se perderiam. Eureka, Theo! Você acaba de descobrir que, fora o amor incondicional, que torna nossa história juntos uma epopéia lúdica e apaixonante – na qual possivelmente sou uma heroína daquelas pra você – , sou uma pessoa que não sabe de muitas, mais muitas coisas mesmo. Da missa, nem o terço! : )))) Mas o massa, é que curto aprender. Só não dá para ir pelo teu caminho tecnológico – de raciocínio sempre muito “matemático” -, porque minha alma não seria tão visceralmente contraditória assim. E é um não aprender consentido. Mas teremos sempre boas e outras trocas para fazer.

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Criança de maneira geral tem uma memória de elefante. Como a minha, durante a vida que me cabe até agora, nunca foi lá muita coisa, sempre me instigou conversar com gente que demonstra boa memória (piadinha ridícula: o ruim é lembrar das conversas depois). Pra ser mais correta comigo mesmo, devo dizer que minhas crises de insônia – desde adolescência – acredito, já promoveram um verdadeiro “tiute” no meu cérebro.

E Theo, com todo o seu tinir da pouca idade, manda ver…

Semana passada, o domingão foi na casa do amigo Iro, em Aldeia, que Theo adora. No terraço, musiquinha boa era ouvida de um toca disco. Iro mandando ver seus LPs na vitrola. Nem preciso dizer que “aquela máquina” – com o disco girando – fez Theo parar por um bom tempo e observar.

Congela o tempo.

Vamos pra hoje, sexta-feira pela manhã. Já é de praxe que quando Theo acorde não nos acorde. Ele se levanta e vai, geralmente, recomeçar de onde finalizou o dia anterior. Hoje ,acordei com Pluct Plact Zum, de Raul, no repet, tocando no som Micro Sistem de Theo. CD. O Som que Theo ganhou do avó Acioli no Natal retrasado.

Me levantei para ficar com ele. Já vem então o início da tagarelagem.

“Mamãe você já sabia que esse CD existia? Você já tinha escutado ele aqui em casa?”

E eu: “Claro, meu amor. Fui eu quem comprou esse CD pra você. Mas pelo jeito você é quem descobriu ele só agora” respondi com certa ironia… : )))

Adendo: pensei em como o tempo é relativo. Pensei em como descobrir torna irrefutavelmente o velho em novo. E que isso não acontece de maneira linear. Vi até uma frase essa semana no twitter que me fez ficar pensando sobre… E que isso pode acontecer a vida inteira, como uma brincadeira relativamente que corre entre boa e ruim.

“Aproveitei a viagem do pensamento e completei para Theo: “Filho, essa música mamãe ouvia quando era pequena”

Aí ele me interrompeu: “mas naquele disco grande que gira, não foi?”

: (((( silêncio. Meu tempo é outro para Theo. Sou de que tempo?

ps: Indo pro colégio, eu olhando pro pé dele dentro do carro. “Filho, temos que comprar uma sandália nova para o colégio. Teu pé já está passando. “Aí ele: “não, mamãe. Não vou nunca dar essa sandália. Vou guardar para o meu filho. Pausa: risos…..

O pai, pelo retrovisor, também se abrindo. E ele, Theo, continuou: “isso mesmo, mamãe. Eu quero guardar para dar ao meu filho. Eu vou ter dois: um de verdade e Miró (o gato). : )))) Ok. você está dizendo, a gente guarda então. : )

ps1: pergunta de Theo também hoje durante a “luta”matinal para tomar o suco, quando é de laranja (segundo ele, a fruta que mais odeia): “mamãe, porque as tomadas vão ficar com três furinhos? A do meu quarto já é. Você vai mudar as outras da casa?” E eu: onde tu ouviu isso, criatura? Na televisão. : )))

ps2: Theo não vai no banheiro com ninguém dentro. Quando é pra fazer cocô, pede apenas pra ajudar a tirar a roupa. Depois me manda passear até ele me chamar de volta para “fazer o trabalho sujo”: ) Mas …. eu, como de costume, vou saindo do banheiro, e ele: “mamãe, você pode colocar o “tamborete” aqui na minha frente e pegar uma revistinha preu ler?” É pra rir…. : )))))

Com certa ironia, respondi: “que tipo de revista você quer ler? (não, Theo não lê ainda – leitura pra ele é “ler”as imagens). E ele só não me dê essa aí de cima que eu já li. : )))) Ok. Faço o que ele pede e me mando achando graça dessa criatura.

ps3: o ventilador xodó acabou de cair no chão. Ele, que estava só com duas hélices (uma já tinha quebrado) agora acaba de perder mais uma. Prometi que vamos comprar uma hélice. Inconformado d’eu estar aqui no computador e não ter saído de imediatamente comprar, disse que ia tirar um cochilo para o tempo passar logo e quando acordasse eu não estar mais aqui. : )

ps4: estou em casa hoje, porque a babavó foi ao oculista. A foto para este post eu coloco à tarde, porque, como já disse, brigo com tecnologia e nesse Mac de casa só Michiles sabe mexer…

E mais, a propósito, Theo disse que o cérebro é o nosso computador. E que o de Miró, como ele é um animal, não funciona bem. :)))))))

Então viva a sexta-feira e esse começo com tempo para por em dia blog. Antes que a minha memória me traia….. : )

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O meu pequeno “terrorista” já vai em sua segunda aula de robótica. Acostumado a ser “Theo-do-contra”, foi a primeira atividade-coisa-pessoa que ele foi de afirmativa e positivamente de primeira: mamãe, a-d-o-r-e-i!!!!!!! A ansiedade para a primeira vez foi tão grande que o resultado foi mais outra aula de experiência para ver o desenvolvimento do pequeno.

Porque, como disse Vanja, a professora, ele tem mil ideias na cabeça. Mas para ter aula é preciso além de ideias (ingrediente inprescindível), uma pitadinha básica de disciplina. Traduzindo: amadurecimento. Ali não é brincadeira.Theo terá que entender os “manuais”. Como ainda não lê, terá que ter calma e paciência para estabelecer outros códigos de aprendizagem. E precisa também guardar todo o material depois que termina a aula. Coisas que a gente já martela no juízo mas que o pequeno insiste em pensar que, como o mundo gira em torno dele próprio, sempre terá alguém para fazer os brinquedos irem para o “guardador” quase que por obra divina do Espírito Santo.

: ) *popularmente conhecida sob a alcunha de Teca, a babavó.

Mas o pequeno está seguindo lindinho. Com o sorriso mordendo as orelhas. Já pediu uma caixa para guardar as ferramentas e ganhou uma caixinha de chave de fenda de verdade; daquelas portáteis. Está feliz que só e já me pediu para colocar o nome dele. Quer dar o troco, claro, ao pai e dizer que agora ele tem as só dele. Invertendo mais ainda a historinha, agora quem terá que pedir emprestado as dele será o pai. Coisa boa essa, não é? Pra ele isso é tudo na vida.

Ps: Desde a primeira aula que Theo já separou um brinquedo na lojinha ao lado da robótica. Um carrinho para montar todinho. Incluindo a parte elétrica. Separou e deu para a vendedora colocar seu nome. Só sossegou o juízo da pobre quando ela marcou a caixa com o seu nome. Não levei o brinquedo logo. Mesmo ele dizendo que seria o presente do Dia das Crianças. Presente tem dia especial para se ganhar. E eu avisei que, pra casa, só levaria no dia mesmo e pronto : ) (coisa besta de mãe metida a cabecista).

Mas ontem, sem ele ver, coloquei na mala. Agora sou eu e minha ansiedade que caminamos numa só cabeça. Ontem, pra provocar, que sou tão pirralha quanto ele, saí com a dúvida: Theo, será que a mulher da loja guardou mesmo teu brinquedo? Será que tu vai ganhar de Dia das Crianças….? O sorriso, amarelo, sem graça e duvidoso, saiu pelo canto da boca entre confiante e aflito. Segunda, sem requintes de crueldade, ele ganha o carro. (E também a certeza de que ele escolheu o que podia levar pra casa. Mas que combinado é combinado).

ps: ontem ele falou que fez uma casa com energia e tudo na aula. Tinha luz que iluminava a rua em frente. Fez um poste. A luz ligava e tudo. E aproveitou para reinvidicar que eu podia “chegar mais tempo” lá para pegá-lo. Porque eu chegava muito rápido. Fiquei pensando em quanto é raltivo o tempo, hein?! E também em como ele está mesmo naquilo que ele gosta, ou como disse Vanja, “que a gente não vá contra a natureza dele. Porque a essência dele tem a ver com aquilo lá”. :) Fiquei feliz. feliz em paz. sinto está fazendo muito bem a ele. E isso é alegria pro meu coração.

ps1: Nadas tem a ver com a robótica, mas com a “cara de pau” do pequeno hoje na hora do almoço. Fui tirar sangue. Peguei uma carona boa. Fomos pegá-lo no colégio e no caminho ficaria no laboratório. E ele no carro: Papai, me deixa antes de deixar minha mãe! Quero ir logo pra casa. Ah, não. Vai levar mamãe antes não. E Michiles: ô, Theo… é caminho. Tu queres que tua mãe vá andando, é? E ele: é pertinho, papai. Ela vai andando pela calçada do Parque da Jaqueira e num instante chega! E eu, tu é bonzinho, hein? Nesse sol todo, eu branquinha….

Voltei pra ele e respondi azêda: então por que tu não vai daqui pra casa que é bem pertinho também andando?

E ele: eu não. Sou pequeno. Posso me perder, não é? Não sei ainda o caminho certinho? : ))

ps2: Tia Hercília em mais uma final de semana de praia levou para ele uma caixa de ferramenta de brinquedo com uns parafusos. Assim que ganhou e enlouqueceu com o presente, já saiu montando várias coisas… e mostrando todo vaidoso pelas invencionices que criava. Tia Hercília está com milhões de pontinhos com Theo. : )

* No final de semana, a mãe aqui sem juízo, libera Theo do banho. Das disciplinas. Não quer tomar banho, dormir bem mais tarde….? belezal. Ali é relax totalis, totalis. E ele acha o máximo. Chegou na segunda passada e contou a Teca que os cabelos estavam duros da piscina. : ) Contou se abrindo…

Depois de uma segunda fora de casa, no trabalho, chegou em casa. Teca me fala: ah, Theo não tomou banho. Combinou que tomava amanhã pela manhã! Meus nervos vão à flor da pele…. como assim, Teca? Ou seja: é quando Teca confunde as coisas e abre para Theo quando não é mais para abrir pra Theo. O combinado é de final de semana. Isso não é regra é a exceção. Na rotina dele, que é importante, está tudo já arrumado. Ele curtindo ou não.

Aqui imagens da máquina de aguar grama que ele fez em casa.

Aguador feito com a carcaça do chuveiro, pedestal do microfone e algum dos fios da casa que ele já deu o ganho

Aguador feito com a carcaça do chuveiro, pedestal do microfone e algum dos fios da casa que ele já deu o ganho

Outro ângulo do aguador de grama de Zé Pedro. Detalhe para a confusão que ele faz na cozinha. : )

Outro ângulo do aguador de grama de Zé Pedro. Detalhe para a confusão que ele faz na cozinha. : )

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Um Tom Waits de saias: mas sem ser mulher (não é afirmação óbvia como parece....)

Um Tom Waits de saias: mas sem ser mulher (não é afirmação óbvia como parece....). Foto: Last.fm|Packie

Já ficou claro aqui neste espaço a preferência musical do pequeno Theo: Beth Carvalho em primeiríssimo lugar. Mas claro que tem outros ritmos e sons que ele também curte porque a gente coloca pra ele ouvir. Tem Elvis Presley (que ele chama de Elvis Prevley), que ganhou uma seleção especial no computador, e virou CD para embalar Theo.

Depois chegou DVD e Theo viu a mise en scène com todo o jingado e figurino do rei. (Confesso que já me peguei imaginando o que seria de Elvis hoje caso estivesse vivo…. os fãs que me perdoem, de verdade, até porque eu curto-pra-caramba-mas-com-distanciamento….pero, tenho pra mim que seria um tipo ícone-brega-saudosista). Bem, Theo vê Elvis e gosta. E ponto. Basta.

Mas da mesma forma que tem Elvis, tem Winehouse, que ele gosta também. Eu adoro, escuto muito e mostro idem, muito.

No meu aniversário, além do DVD que já tinha, ganhei mais o primeiro CD e mais a biografia. Mas uma pessoa que com a pouca idade já tem biografia, avalie…. Bem, Theo percebe, digamos, essa condição porra-louquice-que-amo-muito-mas-tenho-juízo-de-pinto-e-voz-de-trovão de Amy.

Dia desses, pegou o DVD e o livro e trouxe para mim na cozinha. Queria folhear o livro para ver se achava fotos de “Amyhouse”, como ele chama. Folheando, folheando… ele diz: “mamãe, como ela tá linda nessa foto?! E eu, é, filho, mamãe acha ela muito massa mesmo. E ele, parando numa foto dela toda meio despenteada, mas com os clássicos cabelos pra cima  e olhos pretos borrados, disse: mamãe, ela nessa foto está meio assim….

E eu: meio assim, como Theo?

Meio cara de desesperada… Por que, mamãe, ela tá assim?

No alvo. É. É isso! Enganar a quem, não é mesmo? Já ouvi dizer que você pode dissimular muitas vezes, para muitas pessoas; mas tenta a mesma façanha para a criançada? Tenta?! Coisa difícil. : )  

ps: estou tentando parar pra escrever como foi o Celiac Day, nesta quarta-feira, 23, na Federal. Muitas coisas para contar. Assim que tiver um tempo, posto.

ps1: Theo está ansioso para a aula de robótica. Enquanto a aula mesmo não vem, já “treinou” dando o ganho na maletinha de ferramentas do pai. Já disse assim: é do meu pai e meu. Ele me emprestou. Está todo “garboso” com seus novos utensílios. Na próxima semana começa.

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Briga de amendoim: curtição para ele e para o pai!

Briga de amendoim: curtição para ele e para o pai!

Theo voltando de viagem com dois saquinhos pequenos de amendoim guardados na minha bolsa por ele para ele. Um, que ele mesmo colocou o pegador de roupa depois de aberto para guardar estrategicamente no lugar em que ninguém ia achar – minha bolsa – para comer depois. O outro, outro. Saco cheinho e ainda fechado dado pra ele por Tia Hercília, que sabendo de toda a estratégia do pequeno para não ficar sem amendoim, mandou que eu colocasse junto na bolsa. : )

Na volta para o Recife comeu o pacotinho do pegador e ainda o outro… e, com olhar de risinho safado, disparou para mim: “Mamãe, avisa a papai pra ele colocar a mão pra trás. Quero dar amendoim pra ele”. :) Eu avisei a Michiles (como se precisasse diante de toda a distância física de três pessoas no mesmo carro) e ele colocou a mão. Theo colocou umas três sementinhas de amendoim (como ele chama) e pronto. Kennedy, prontamente, perguntou ironizando: “Vai fazer falta não, filho?” E Theo, se abrindo, disse que não ia dar mais não. “Tá bom, papai”.

E continuou querendo atenuar a atitude da pouca-vontade-de-dividir: “papai, sabia que toda vez que penso em amendoim eu penso em tu. Eu penso em tu antes mesmo de pensar na palavra amendoim. Antes dela vir na minha cabeça, assim, já penso em tu. Rapidinho. Eu lembro e penso em tu. Toda vez. Amendoim é tua cara. : ))) Falou, como é seu, pontuando as palavras com as mãos, enquanto eu assistia a falação com vontade de me pendurar no pescoço dele e dar montão de beijinhos.

Kennedy, já no bolso, disse o mesmo e completou: Theo e papai são bem parecidos. Os dois adoram amendoim. : ) Na verdade, como falei aqui, é dos dois e mais ninguém, a “implicância pelo saco de amendoim”.

Theo riu com carão de satisfeito de ser igual ao pai. Todo orgulhosão.

Ps: Gosto de mexer com Theo. Tirar ondinha com a cara dele. Sempre. Faço isso muito. Um dia desses, eu e Michiles brincando na mesa, começamos. Eu, primeiro: “Theo, vou trocar teu pai. Tu deixa? Vou arranjar outro, filho. Um massa, mais bonito, mais legal. E ele vai vir cheio de ventiladores pra tu, que achas? E ele com aquela carinha de estão-tirando-ondinha-de-minha-cara-mas-o-que-eu-responder-será-muito-importante: “Não. Não quero outro pai. Quero só esse. ” Respondeu entre sorrisinho de graça-sem-jeito-e-se-essa-doida-resolver-trocar-mesmo. : ) A gente quebrou a “tensão” caindo na risada. Pra relaxar, claro…. e ele riu aliviado. Já está acostumado com os pais. Mas, não satisfeito por ter respondido a negação de boca cheia, completou: você cuida do meu pai e ele de você. Eu sei que é assim. : ) Como se trocar qualquer pecinha daquela arrumação ali não fizesse o menor sentido pra ele. : )

Pausa. Já me peguei pensando no que Theo pensa de nós, enquanto dois-juntos. Casal. E achei tão lindinho aquele comentário dele. Tão afetuoso. Para ele, fazemos parte de uma mesma historinha, com ele no aposto.  Sempre complemento pra fazer sentido. Ficamos felizes com o comentário. Mesmo.

ps: como mexer com Theo é de praxe, lá na praia, tirei onda dizendo que a vassoura da casa é meu transporte. : ) E que ele não me “arrete o juízo” que eu pego a vassouro e viro bruxa. : )) Ele ri da minha ondinha. Ponto. Noutro momento, Kennedy entra na casa, nós lá fora, só Theo e Cris, pessoa que está ajudando a dar conta da casa nessas horas. Eles conversando, Kennedy escuta Theo dizendo:

“Cris, não mexa nessa vassoura não que é da minha mãe. É o carro dela, viu?!”. : ))) Kennedy volta pra fora da casa se abrindo e tirando ainda mais onda: “vai, visse…. teu filho tem certeza que tu é uma bruxa….”. :))))

ps1: Lulu tem sido inspiração de Theo. Com 9 anos, é a filhota mais-nova-e-virada-e-muito-da-fofa- de Paulo Emílio e Hercília (carinha de um, jeitinho do outro); companhia dos finais de semana de praia. Lulu daria um blog a parte. Respostinha afiada sempre na ponta da língua. : ) Deu certinho ela e Theo. Uma de Lulu: a irmã mais velha pergunta no carro (pergunta-com-abuso por conta de uma defesa que a pequena fazia em relação a algum assunto que se falava): o que você vai ser quando crescer? Advogada, é? Não. Velha, né?!

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Miró, pra variar, misturado aos brinquedos e brincadeiras de Theo. Está sempre onde Theo está, trelando idem, como o "pai"; e derrubando os inventos de Theo...

Miró, pra variar, misturado aos brinquedos e brincadeiras de Theo. Está sempre onde Theo está, trelando idem, como o "pai"; e derrubando os inventos de Theo...

Cena 1:

Ele, olhando para Miró, fala:

“Meu filho, você tem que agradecer. Eu sou um pai muito bom pra você. Te salvei da rua. Se não fosse eu você ia estar por aí na rua sem ter o que comer…., viu? Mas você não fica quieto. Faz besteira. Derruba minhas invenções. Eu não gosto. Vou brigar com você, depois não reclame”.

Enquanto Theo falava isso, Miró desse da poltrona que gerou a falação e onde Theo tinha montado o “escritório” dele: cadeira virada de cabeça pra baixo com bandeja pra dar apoio e colocar os papeis pra escrever. Desce lento, sem afetação, no estilo gato-blase-ar-de-superior-não-estou-nem-aí e se espalha (quem se joga é a gente), gato não, gato se espalha no chão e fecha os olhos em sinal de que: cochilar é o melhor que ele faz.

Cena 2:

“Papai, a gente vai hoje pra praia à noite?” Kennedy responde: “ainda não sei, filho. Mas se não der pra sair cedo do trabalho, vamos à noite sim”. E Theo: “Mas eu não gosto de ir à noite”, retruca não satisfeito o pequeno. “Tenho medo que você se perca!” Kennedy novamente: “não tem perigo, Theo. Tem a moça (a do GPS) que fica ensinando. Não tem problema que ela ajuda a gente”.

Theo: “eita, papai! Aí não vai dar certo. Aquela moça erra. Ela diz, entre à esquerda… e não tem esquerda. Ela não sabe direito ensinar”. (várias vezes a moça do GPS parece que bebeu mesmo! : )))) Ou seja: Theo não deixa de estar certo. Se for pela moça, é melhor ir com o dia claro. : )

Cena 3: (sexta passada quando pegamos à estrada)

“Mamãe, eu não queria mais ir”… disse isso todo tristinho no carro. Com bico. E eu: “Ô, filho… por que? Você gosta tanto. Adora. O que houve? E ele: você reza?

Eu, pausa… han…?

Rezo. rezo sim.

E ele: então reze mamãe. reze pra eu não sentir saudade de Teca.

(Achei tão bonitinho. Tão pequeno, mas com o coração já tão cheio de sentimentos. E sentimentos sem tradução, e,… até, sem que dê jeito com reza).

Cena 4:

Vovô Marja foi buscar Theo no colégio. “Theo, vovó comprou coisinhas bem gostosas pra você. Mas é pra você dizer ao seu pai e sua mãe que não é pra comer o seu macarrão não. É caro e difícil de encontrar. Eles que comam o deles.” E Theo, acenando positivamente com a cabeça disse: “isso mesmo, vovó! É muito difícil mesmo. Vou deixar não”.

Theo e eu nos encontramos à tarde. Ele: “mamãe, olhe: minha avó Marja comprou macarrão pra mim. Avó faz tudo pro neto que eu sei. Ela manda em mim. E ela disse que não era pra você comer o meu macarrão. É mamãe, meu macarrão é muito caro!! (reforçando as palavras com os gestos, como de costume). E “as pessoa” vai procurar e não vai achar. Porque tem pouco. Ai vai ficar sem e não pode ficar sem. Entendeu, mamãe? Você e papai não podem comer o meu macarrão.

E eu, no que me restava ali: tá certo, filhote. Não como não.

ps: Não tenho achado o macarrão BlueVille em canto nenhum. Em São Paulo e no Rio já sei que tem. Aqui vendia no tio Wall. Mas nem lá tenho encontrado o que é uma pena. Ele, massa espaguete, custa R$ 3 reaus e pouco. Como não tem ele, tem sido o macarrão da marca Quinua Real, só em casas especializadas como a Mundo Verde. Na bagatela de R$ 14 reaus. E olhe que vem bem, mas bem pouquinho mesmo. Ou seja, vovó está certa. Obrigada, mãe. A filhota também agradece o agrado! : ) E obedecerá as suas ordens!

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Lá de casa dá para ver a luz à noite, coisa que Theo adora de ver deitadinho se balançando na rede...

Lá de casa dá para ver a luz à noite, coisa que Theo adora de ver deitadinho se balançando na rede...

Cheguei em casa, Theo já vem gritando:

Mamãe quero ir pra Salvador. Estou, assim, sentindo uma saudade danada de Salvador. A gente pode ir agora? Resposta óbvia, a minha, mas com muito jeitinho, foi: “não, meu amor, agora não dá!! Não dá para ir assim. Como tu sabe, Salvador é longe, tem que pegar avião ou muito, muito, muito, muito, muito e mais muito tempo de carro”. (assim como a pergunta, a minha resposta foi assim, do tipo: salvador é ali – mostrando com o queixo como ensina o sábio matuto – logo ali depois da ponte). : ))

E eu continuei…. “E por que tu lembrou de Salvador, filho?”

“É que toda vez que eu olho o farol na varanda eu fico com saudade de Salvador”. : )

Da minha varanda dá para ver o Farol de Olinda. Dá para ver . Mas lá muito bem longe. Então é vista mais do interesse de Theo do que de Farol. Mas como à noite a luz gira, claro que ele vê e fixa olhar!

ps: Tenho muitas historinhas grifadas num papel para depois postar sobre Theo e nós. A semana começou bem atrapalhada de trabalho, com feriado que já deixa  a semana curtinha e o tempo com menos de tempo que o tempo normalmente já tem. : ))

ps1: Para quem quiser ver a fotinha de Theo em Salvador.

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