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Archive for the ‘Invencionices’ Category

Eu no computador, ele lá indo de um canto a outro dedicado as suas ideias, e obstinado a colocá-las em prática. Chega perto de mim e sai: mamãe, como é que a planta toma água se ela não tem boca? Já vai eu tentar explicar no modelo “como se fosse” que a boca da planta é a raiz enfiada na terra. E que quando a gente coloca água na plantinha molhando a terra, ela chupa aquela água pela raiz.

Explicação dita, ele sai do alcance de minha visão.

Daqui a pouco volta: mamãe, eu inventei uma coisa para que a plantinha não tenha que fazer tanto esforço para beber água. Explicou ainda que ela ia ter água diretinho na boca.Vem ver, vem ver, vem ver, como ele sempre diz assim que acaba de inventar!! Insistente que nem ele, e sabido só do momento agora, me levanto rapidamente pra ver qual foi a última.

Eis aqui o modelo do “troço” que ele inventou. Um espécie de funil com cano enterrado na terra. A coitada dessa planta, ontem à tarde, teve que tomar – “goela” abaixo- água a beça, a bichinha. : )))

Na invenção: pedaço do banco que a prima Gabi deu – que já se tornou verdadeiro coringa de suas invenções – + um cano enfiado na terra. Na mão, água.

O danado do pedaço do "banco coringa" que a prima gabi deu, encaixado num cano e enfiado no jarro. Na mão, água.

ps: O “peso pena” de Theo é “regado” a muita paciência nos horários das refeições. Nós (mãe e pai) e + Teca dedicamos a paciência elevada a centésima potência. Essa é uma das nossas grandes novelas. A avó Carminha, mãe de Michiles, diz que já viu esse filme antes. Michiles era de igual a pior para comer. Ainda não era diabético nem nada, mas comia como se tivesse uma alimentação “especial”, comenta ela. Era costelinhas à vista. Nesse aspecto sei que a mim mesmo o danadinho não puxou. Até fui uma adolescente “puro osso ou tábua de passar ferro como a gente dizia na minha época”. Mas quando criança fui gordinha e “comia de um tudo”, como conta Teca e a minha péssima memória alcança. Minha avó Mari, mãe de minha mãe, fazia “carne” de cascas. Isso mesmo. Era casca de melancia, jaca, mamão e melão. Parecia, o sabor, com carne de soja. Ela temperava como se fosse carne mesmo. E a gente, os netos, amávamos. Comia não só isso, mas cozido (que odiava) e tudo que minha mãe desse na telha que eu tinha que comer. Era a ditadura da Marja. : )

E Theo é cheio dos “pra-que-isso”. Por exemplo: gosta de banana cortada, mas se mostrar ela machucada é capaz de fazer carinha de que a comida vai fazer o caminho de volta; não gosta de goiaba, mas do suco; adora inhame, mas cortado. Aí, dias desses, machuquei, fritei um ovinho e coloquei requeijão. : ))) Misturados os ingredientes, fui dar com ele assistindo televisão. Resultado: amou. De outra vez, fui deixar que ele comesse…. olhou pro prato e soltou um Eca!!!!!

O que mostra que o discurso dos educadores de plantão está certíssimo: é preciso comer olhando, prestando atenção ao que se come. Educa o paladar, melhora a digestão.

ps1: Ontem, ele tomou sopa no jantar. Quando estava na metade, pediu para eu fazer a dos 100. Explico: a gente quando está negociando a quantidade e eu vejo que ele já comeu legal, deixo fazer a brincadeira dos 5, que é mandar ver mais cinco colheradas. E ontem, ele que, embora tenha raciocínio matemático, ainda não deu conta dos números direito, veio com essa: vamos fazer a dos 100. : )) Pra não sacanear tanto, disse que 100 era muito e que podia fazer a dos 50, porque era a metade de 100. Contei colherada por colherada e berrei quando chegou nos 50. Foi divertido.  Prestando atenção, tenho certeza, de agora em diante ele voltou para os 5, que não é besta.

ps2: dedico este post a todas os “pães” (pais e mães) que cumprem essa penitência diária de alimentar seus rebentos, mesmo que a cada refeição, uma odisséia se inicie. E vivem de negociação em negociação para mandarem para dentro dos buchinhos uma comidinha de sustância. : )

ps3: tio Paulo Emílio contou que, com as duas filhas Lulu e Sophia, essa história se resolveu da seguinte forma. Não quer comer não? Então agora só vai comer alguma coisa na próxima refeição do dia (sem direito a lanche para dar uma acalmada na fome). Hoje, elas mesmo dizem: Deus me livre deixar de comer. Lição aprendida. : ) Já contamos a Theo a sugestão de tio Paulo. Tática de terrorismo.

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Na oficina de Theo!



Muitos já entenderem a xarada: presente pra Theo vale menos em loja, digamos, de brinquedos, e mais em “trecos” ou até mesmo: eletrônicos quebrados de casa que você não quer mais em SUA moradia e vai deixar a casa de Dani mais “amontoada” do que já é desses trecos. : )

ps: fomos na terça assistir a Astro Boy (por motivos óbvios, Theo amou, claro). Depois do filme, como de praxe, uma passadinha na Eletroshopping, Exclusive Line e Polishop. Nada como uma passeada trivial (para nós) depois do filminho no Shopping. : )))

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Essa “invencionice” estou postando retroativamente. Cria deste momento “ócio produtivo” que são as férias. E eu, até mesmo a pedidos dele, fico fotografando as invenções para depois colocar aqui. Algumas passo batido (que eu fizesse isso toda vez não ia ter vez pra mais nada). As que não passo, segue aqui. : )

A ideia em questão era fazer essa água, com a força da hélice, sair do botijão pela mangueirinha. Até ensaiou um “encanamento” como a foto mostra.

A tentativa era fazer a água sair do botijão pela mangueirinha (mas claro que do jeito que fez, não ia acontecer)

ps: Theo, como coloquei aqui, agora está no momento “terremoto-como-a-última-coca-cola-do-deserto-de-sua-curiosidade”. Pede para colocar vídeos que mostrem terremoto; pede pra ver as notícias sobre o Haiti (e mesmo que a gente evitasse, ainda viu informações dos jornais a respeito e por aí vai). A curiosidade dele é saber como a terra treme, porque as coisas que estão em cima caem e porque aqui (Recife) não tem (não como um Haiti… ).

Lógico que não dá pra explicar com preciosismo as coisas.  Nem eu e nem o pai somos entendidos do assunto. Portanto, não saberíamos mesmo explicar corretamente. Mas falamos o mais lúdico do mundo possível (do possível pra nós também) sobre as placas tectônicas que “sustentam as cidades” (nem pensar explicar sobre continentes, paíese ou afins… as distâncias geográficas ainda não são assim tão simples de explicar). Na explicação do tipo mais grosseira possível, falamos que o Haiti está localizado exatamente na linha que cola uma placa tectônica na outra; e que as placas são os pedaços de terra onde “as cidades” estão em cima. Quando essas placas se movimentam – como elas são imensas (tentei fazer uma comparação com um copo d´água em cima de um formigueiro) – tudo que está em cima treme e acaba caindo.

Não sei o que das palavras foi pra dentro da cuca dele exatamente. As perguntas continuam, as dúvidas também, com direito de repetição das mesmas perguntas e mesmas dúvidas.  E a nós, as mesmas respostas, repetidas vezes também.

Da história, sobrou até uma pergunta a respeito do Recife: a nossa cidade não é ilha? Três exatamente separadas por pontes, respondo. E então, continua ele, como é que a gente não afunda….. a dificuldade pra ele, no desenhinho mesmo do Terra, é saber que estamos fora e não dentro da linha.

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Que ele passa o dia “pensando nas invenções” é certo. Não para. Quando ele está quieto com o olhar parado na reta do horizonte, é que vem bomba… como já falei aqui é que nem aquele desenho Pink Dink Doo, que quando a menina pensa a cabeça vira um balão e ela começa a subir se enchendo da própria imaginação e possibilidades.

Aqui, posto algumas “releituras” de máquinas de lavar (com design arrojado de Theo : ))), equipamento-engrenagem (como ele diz) que chama bastante a atenção de Theo. A propósito: por várias vezes ele acompanha todo o ciclo de lavagem em cima de uma tamborete na área de serviço. Diz que quer entender o mecanismo.

Vasilha de brinquedo, mangueira do chuveirinho do banheiro, mais um pedaço do "velho" banco dado a ele pela prima Gabi


Hélice de ventilador "ferro velho" que ganhou do cara que veio fazer manutenção no ar-condicionado + grade de um outro ventilador que ele ganhou + cesto de colocar roupa lavada

Colocando a "danada" pra funcionar. Na montagem: cesto de colocar roupa limpa + grade do ventilador branco + grade de um outro ventilador (preto) + hélice (ferro velho) que ele ganhou do cara que veio fagzer manutênção no ar-condicionado

Em ação!

ps: quando reclamo que ele só faz desmontar todos os brinquedos, a resposta vem de pronto: se é pra você reclamar, mamãe, era melhor não ter me dado isso. Por que você comprou, então? Você sabe que eu só gosto se puder entender como funciona. Se não quer deixar, então não me dê e pronto.

ps1: nessas horas lembro de minha infância. Especificamente do meu irmão, Deço, que curtia “destruir” os aviões que meu pai trazia de viagem para ele colecionar – num desejo maior do pai do que do filho – que, na verdade, queria mesmo era desmontar pra pegar a bateria e fazer barquinho de isopor. Ele fazia vários, de vários modelos. Nessa época, morávamos na rua Padre Roma, Parnamirim, e bem em frente da nossa casa tinha “um clube” (não sei exatamente o que era, mas sei que tinha um lagão e que hoje é um super prédio com a casa de frente). Deço também não me dava folga e todos os meus brinquedos entravam na roda. Como se fosse hoje, lembro do Gênius (brinquedo que eu adoro até hoje, tenho e jogo – e que não deixo Theo nem chegar junto), do meu carrinho que tocava “disquinhos” e por aí vai. Deço desmontou. Eu, mais novinha na época, abri o berreirão. E o “coitado” do meu irmão teve que montar em dois segundos. Hoje, Deço “morre de inveja de Theo”. Diz que o pequeno, com a permissão da gente, consegue ser mais feliz que ele foi (já que teve seus desejos frustrados com muito esporro). : )  E confessa: amava desmontar e montar…. saber como tudo funcionava, reinventar. : ) E aí é, igualmente, onde os laços se cruzam e se bifurcam em novos horizontes, em outros contextos.

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E mesmo desse jeito particular, a praia assim, é felicidade pra ele e pra mim

De um a 18 ficamos de férias juntos. Fazia bastante tempo que isso não acontecia. Fomos à praia do Ventilador Cascão, como Theo chama por conta do ventilador de Paulo Emílio, sujo de poeira, que ele apelidou, portanto, de Cascão – essa foi a nossa desculpa pra ele não querer ficar “brincando” com o ventilador na época. Desde então a praia deixou de ter o nome dela (Guadalupe) pra ganhar outro na cabeça de Theo.

Mas o que me motivou escrever este post é falar da “praia” de Theo, que não é a minha e é, pra variar, particularmente dele.

Arrumar a bolsa de praia, aquela que a gente leva pra beirada mesmo da praia – é uma viagem a parte na nossa rotina de sol e mar: ao invés de pás e baldes, ele coloca entre os brinquedos para eu carregar uma torneira, várias hélices de tamanhos, formatos e cores diferentes…. e outros cacarecos que não são propriamente brinquedos porque seguem em separado de sua “base” original. Fora de contexto são apenas “peças” soltas, pra variar também. E eu, mesmo insistindo e até colocando à revelia baldes e pás, tenho que dar o braço a torcer e carregar os cacarecos de Theo com uma resignação que já passou a ser muito minha nesses momentos. Insólita. É assim que muitas vezes me sinto.

Porque não tem acordo que dê jeito. E nem argumento que convença. Com o poder de persuasão indo à prova e perdendo… o jeito pra curtir a praia com ele numa manhã “normal” de sol, areia e mar, e, principalmente, sem estresse, é topando.

Isso não quer dizer que eu não tente na praia fugir as invencionices de Theo. Eu faço um bolo, ele coloca uma hélice e diz que é um moinho; eu faço um “bolo batido” e peço para ele procurar gravetos pra servir de velas e ele enfia um cooler e diz que é um ralo de pia, enfia uma torneira e diz que é a pia.

Na água, como ele diz, nem pensar. Tem medo. Não adianta ficar papeando. O jeito é relaxar e deixar ele no tempo dele vencer o próprio medo desafiando as ondas. E enchendo meu biquíni e o calção dele de areia. : )

Correndo do mar na tentativa de esquecer e vencer o próprio medo....

E mesmo desse jeito particular, a praia assim, é felicidade pra ele e pra mim

Em momento: maior ousadia, com Lulu e Matheus

ps: Theo agora vive pedindo preu achar terremoto pra ele ver no computador. São tantas perguntas que a mãe deixa ele sem resposta – em algumas – ou se esforça pra responder a respeito. Ficou impressionado com as notícias que se tornaram inevitáveis dele “ver” ou “ouvir” em algum momento… sobre o Haiti. É triste, estranho, incomodo, explicar certas coisas….

ps1: Theo descobriu a palavra “mecanismo” que, no momento, tem substituído a engrenagem do seu vocabulário eletrônico. : )

ps2: como é já sabido, a memória me trai um bocado. Mas tentarei voltar a postar “com maior frequencia por aqui”.

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O meu pequeno “terrorista” já vai em sua segunda aula de robótica. Acostumado a ser “Theo-do-contra”, foi a primeira atividade-coisa-pessoa que ele foi de afirmativa e positivamente de primeira: mamãe, a-d-o-r-e-i!!!!!!! A ansiedade para a primeira vez foi tão grande que o resultado foi mais outra aula de experiência para ver o desenvolvimento do pequeno.

Porque, como disse Vanja, a professora, ele tem mil ideias na cabeça. Mas para ter aula é preciso além de ideias (ingrediente inprescindível), uma pitadinha básica de disciplina. Traduzindo: amadurecimento. Ali não é brincadeira.Theo terá que entender os “manuais”. Como ainda não lê, terá que ter calma e paciência para estabelecer outros códigos de aprendizagem. E precisa também guardar todo o material depois que termina a aula. Coisas que a gente já martela no juízo mas que o pequeno insiste em pensar que, como o mundo gira em torno dele próprio, sempre terá alguém para fazer os brinquedos irem para o “guardador” quase que por obra divina do Espírito Santo.

: ) *popularmente conhecida sob a alcunha de Teca, a babavó.

Mas o pequeno está seguindo lindinho. Com o sorriso mordendo as orelhas. Já pediu uma caixa para guardar as ferramentas e ganhou uma caixinha de chave de fenda de verdade; daquelas portáteis. Está feliz que só e já me pediu para colocar o nome dele. Quer dar o troco, claro, ao pai e dizer que agora ele tem as só dele. Invertendo mais ainda a historinha, agora quem terá que pedir emprestado as dele será o pai. Coisa boa essa, não é? Pra ele isso é tudo na vida.

Ps: Desde a primeira aula que Theo já separou um brinquedo na lojinha ao lado da robótica. Um carrinho para montar todinho. Incluindo a parte elétrica. Separou e deu para a vendedora colocar seu nome. Só sossegou o juízo da pobre quando ela marcou a caixa com o seu nome. Não levei o brinquedo logo. Mesmo ele dizendo que seria o presente do Dia das Crianças. Presente tem dia especial para se ganhar. E eu avisei que, pra casa, só levaria no dia mesmo e pronto : ) (coisa besta de mãe metida a cabecista).

Mas ontem, sem ele ver, coloquei na mala. Agora sou eu e minha ansiedade que caminamos numa só cabeça. Ontem, pra provocar, que sou tão pirralha quanto ele, saí com a dúvida: Theo, será que a mulher da loja guardou mesmo teu brinquedo? Será que tu vai ganhar de Dia das Crianças….? O sorriso, amarelo, sem graça e duvidoso, saiu pelo canto da boca entre confiante e aflito. Segunda, sem requintes de crueldade, ele ganha o carro. (E também a certeza de que ele escolheu o que podia levar pra casa. Mas que combinado é combinado).

ps: ontem ele falou que fez uma casa com energia e tudo na aula. Tinha luz que iluminava a rua em frente. Fez um poste. A luz ligava e tudo. E aproveitou para reinvidicar que eu podia “chegar mais tempo” lá para pegá-lo. Porque eu chegava muito rápido. Fiquei pensando em quanto é raltivo o tempo, hein?! E também em como ele está mesmo naquilo que ele gosta, ou como disse Vanja, “que a gente não vá contra a natureza dele. Porque a essência dele tem a ver com aquilo lá”. :) Fiquei feliz. feliz em paz. sinto está fazendo muito bem a ele. E isso é alegria pro meu coração.

ps1: Nadas tem a ver com a robótica, mas com a “cara de pau” do pequeno hoje na hora do almoço. Fui tirar sangue. Peguei uma carona boa. Fomos pegá-lo no colégio e no caminho ficaria no laboratório. E ele no carro: Papai, me deixa antes de deixar minha mãe! Quero ir logo pra casa. Ah, não. Vai levar mamãe antes não. E Michiles: ô, Theo… é caminho. Tu queres que tua mãe vá andando, é? E ele: é pertinho, papai. Ela vai andando pela calçada do Parque da Jaqueira e num instante chega! E eu, tu é bonzinho, hein? Nesse sol todo, eu branquinha….

Voltei pra ele e respondi azêda: então por que tu não vai daqui pra casa que é bem pertinho também andando?

E ele: eu não. Sou pequeno. Posso me perder, não é? Não sei ainda o caminho certinho? : ))

ps2: Tia Hercília em mais uma final de semana de praia levou para ele uma caixa de ferramenta de brinquedo com uns parafusos. Assim que ganhou e enlouqueceu com o presente, já saiu montando várias coisas… e mostrando todo vaidoso pelas invencionices que criava. Tia Hercília está com milhões de pontinhos com Theo. : )

* No final de semana, a mãe aqui sem juízo, libera Theo do banho. Das disciplinas. Não quer tomar banho, dormir bem mais tarde….? belezal. Ali é relax totalis, totalis. E ele acha o máximo. Chegou na segunda passada e contou a Teca que os cabelos estavam duros da piscina. : ) Contou se abrindo…

Depois de uma segunda fora de casa, no trabalho, chegou em casa. Teca me fala: ah, Theo não tomou banho. Combinou que tomava amanhã pela manhã! Meus nervos vão à flor da pele…. como assim, Teca? Ou seja: é quando Teca confunde as coisas e abre para Theo quando não é mais para abrir pra Theo. O combinado é de final de semana. Isso não é regra é a exceção. Na rotina dele, que é importante, está tudo já arrumado. Ele curtindo ou não.

Aqui imagens da máquina de aguar grama que ele fez em casa.

Aguador feito com a carcaça do chuveiro, pedestal do microfone e algum dos fios da casa que ele já deu o ganho

Aguador feito com a carcaça do chuveiro, pedestal do microfone e algum dos fios da casa que ele já deu o ganho

Outro ângulo do aguador de grama de Zé Pedro. Detalhe para a confusão que ele faz na cozinha. : )

Outro ângulo do aguador de grama de Zé Pedro. Detalhe para a confusão que ele faz na cozinha. : )

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Como não tem foto da invenção, tem da farra deles por lá: piscininha com mesinha de petiscos da criançada. Aí gente grande nao mete o bedelho.

Como não tem foto da invenção, tem da farra deles por lá: piscininha com mesinha de petiscos da criançada. Aí gente grande nao mete o bedelho.

Theo fala que só o bicho da cobra. Não sei o porquê do ditado. Sei que quando se diz isso de alguém é porque o caboclo gosta de tagarelar. O meu pequeno grande Theo é uma dessas figuras, como já comentei aqui. E se o ditado é real, o empregado a pessoa dele ainda ganha um pedacinho a mais – mudancinha básica –  para fazer ainda mais jus a figurinha: tomou água de janeiro a janeiro. Todo final de semana tem sido de cerca de duas horas pra ir ao destino e mais duas, obviamente, para retornar. Acreditem, Theo vai e também volta falando. Da hora que entra no carro a que sai. É uma coisa realmente surpreendente. : ))

A gente se pega rindo dentro do carro. Não é possível tamanha disposição. Tamanho fôlego. A gente brinca com ele: Theo, respira, filho! E ele sabe que a gente está tirando onda da falação dele. E detalhe: vem contando histórias. É uma atrás da outra. Ele sai arranjando contextos para enfiar ventiladores, máquinas variadas…. olha pela janela e costura detalhes da paisagem as contações. O ventilador que vinha na mala do carro, aí o carro bateu e o ventilador saiu voando; o fio do poste que o moço que conserta subiu e aí encontrou um passarinho que levou um choque. Inclusive, vai contando e explicando ao mesmo tempo. Uma das histórias o moço levou um choque no poste. Ele explicou a avó Carma que na verdade foi uma descarga elétrica que o seu personagem levou. E sabe o que é uma descarga elétrica? É um choque muito, muito grande. É muito choque! : ))

ps: Neste final de semana Theo inventou uma bomba para limpar a piscina igual a que Zé Pedro usa de noite para deixar a piscina limpinha para a criançada pela manhã. Eu não tirei foto, porque tenho dado cessa a essas coisas durante o final de semana. Afinal, máquina, água e farrinha não combinam. Mas tenho me divertido com as invenções dele e suas observações. A bomba ficou muito legal.

Ele também fez uma lancha com uma mesinha de plástico de criança virada com os pés para cima, ele em cima, e o ventilador com o motor ainda pendurado encaixado numa das pernas da mesa. Com ele empurrando a mesa debaixo d´água a hélice gira e pronto. Tudo feito. : ) Ele também fez uma descarga. Na verdade, um banheiro. Pegou uma das partes do banco mil e uma utilidades que a prima Gabi deu (e que já esteve em mais de um montão de invencionices dele postadas aqui) e colocou virado como cone com a boca maior virada pra cima dentro de um balde. Resultado, a água descia pela cone e ele fazia a zoada da descarga. Ficou sentado por muito tempo perto da piscina brincando de banheiro.

Num dos momentos, colocou o ventilador ( o mesmo da lancha) que na verdade só tem duas pétalas e é um ventilador daqueles pequenos todo quebrado (ou arrombado) como ele diz e colocou em cima do buraco do “banheiro”. Tia Hercilia, curiosa pela invenção, perguntou o que era. Theo explicou: quando a pessoa fizer cocô o ventilador já gira e sai o cheiro. Ventila o banheiro. : )) Tia Hercilia riu… afinal, imaginar alguém sentado em cima do ventilador não é lá uma imagem que pareça confortável. Theo ouviu a graça de tia Hercilia e respondeu: aí a pessoa fica rodando em cima do banheiro e caiu na risada junto.

ps2: hoje pela manhã lembrei de outra historinha engraçada de Theo. Ele imitando um passarinho no meio do supermercado. Bem, até saber que era um passarinho levou uns segundinhos me abrindo. Aquela risada incontrolável…. : ) Ele abaixava com as “asas” apoiadas no tronco do corpo, fazendo pchiu, pchiu… apitando com a boca. Pedia para eu tocar nele, quando tocava ele partia em voo… : )) Agora imagine, eu, um carrinho de compras, supermercado lotado, e Theo passando pelo meio das pessoas e se agachando para que eu, em seguida, tentasse tocá-lo. Como passarinho que se preze, voava antes que eu conseguisse tocar e corria em disparada. Eu entre aperreio e riso sem controle ia atrás do pequeno para não perdê-lo de vista.

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