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Archive for the ‘Felicidade: pra ele e pra mim!’ Category

Voltamos da praia de Boa Viagem agorinha mesmo. Nem preciso dizer que a “praia” não foi assim tão facinho. Pra mim, meu Theo, nunca foi mesmo “mel na chupeta”. A praia tem sempre um ar “dramático” por assim dizer. Ele, com certo charme-drama-chantagem, não larga minhas pernas…. fala que não pode me perder. Isso mesmo… paro e fico pensando: como assim, Theo? Um banho de mar e mamãe vai se perder? Como, filho? Ele não confia no mar…. ou não confia em mim no mar (como gosto de fazer piada de mim mesma, com o peso que estou, acho que ele tem medo que eu me sinta no meu habitat, será?). Bem, tento explicar – diga-se: sem sucesso – que na praia não é ele quem toma conta de mim, mas o inverso. A ordem é essa: Theo brinca à beça e mamãe fica lá de olhão bem aberto tomando conta da cria. Eu sou a adulta e ele a criança. Tem coisas que são simples assim….

Mas não tem jeito. Se alguém me vir dentro d´água pode ter certeza: Theo estará chorando na areia. E o argumento é sempre esse: tenho medo de te perder, eu te adoro e não posso te perder. Pode até soar “bonitinho”, mas não acho legal. Na prática, na verdade, é só ruim. Demonstra insegurança e ponto. Podem até dizer que sou uma mãe má. Mas não vejo o menor sentido nisso…. e o peso das palavras dele pode ter a medida certinha da chantagem… proporcional a minha reação. Tencionar, eis a questão.

Hoje ironizei com ele: Theo, fica sentado na cadeira e não se levanta, filho. Praia é bom pra dormir também. Ele me olha…. se cala…. (com carinha de quem não está me passando recibo – afinal naquele espaço o vulnerável é ele – , mas está danado da vida por dentro).

Pediu picolé. E eu fui no impulso mesmo: não, não vai tomar. Você nem na praia está, filho. Só toma picolé quem está curtindo a praia…. picolé na sombra não é legal. : ))) (vingança horrorosa).

Passado um tempinho, ele começa a se soltar. E eu ainda vou na água dar uma lavada na cara que o sol a pino só peles mais resistentes (e acho que nem mais as peles mais resistentes) aguentam.

Adendo: ele teve sim direito a picolé. : ) Não seria tão, tão má….

E tudo isso aí em cima é só pra dizer a gracinha dele na chegada, com o senso de humor mais ácido que eu curto tanto nele. Foi logo pro elevador, colando o rosto na porta. Imediatamente, como já é de praxe – repetir é a base do conceito ser mãe – a gente sempre diz a mesma coisa: filho, você não pode ficar com a cara no elevador, se não, quando o elevador descer com alguém dentro abre a porta, não te vê e vai bater forte com a porta em sua cara. Dói.

Hoje a mesma coisa. O elevador já estava no térreo e eu, Theo se afaste daí que pode ter gente dentro e bate a porta em você. Respostinha irônica e na lata: só se for o homem invisível, não é? Você não está vendo ele aqui do meu lado? Ai, mamãe, você me estressa muito…..

: ((( Olhei pra carinha daquela coisa peso pena e muito da “metidinha” e lasquei: Theo, na tua idade não existe estresse, tem agonia (parafraseei minha irmã). : ))) Mais uma vingança!!! Yes!!!!!

ps1: À tarde o programa será de cineminha às 16h. Sessão de Astro Boy.

ps2: assistindo a Pica-Pau juntos (pela milionésima vez…). Numa das cenas, num circo, a malabarista cai da corda e os cabelos ficam presos. Daí, ela desce carequinha da silva. Theo vira pra mim e pergunta: mamãe, isso do desenho pode acontecer de verdade? Minha resposta “errada” foi: não. Não, filho! Não pode. Isso só é desenho; inventado por alguém bem criativo que imaginou a cena assim. Não é engraçado? Sem me responder, continuou o raciocínio. Não mamãe, pode sim acontecer! Você acha que o cabelo da gente aguenta por um acaso o peso do corpo? Claro que não, não é mamãe? Porque tu nem sempre sabe das coisas, hein?

Pra Theo: Guardada aqui porque tem coisas que não adianta dizer agora…. só se perderiam. Eureka, Theo! Você acaba de descobrir que, fora o amor incondicional, que torna nossa história juntos uma epopéia lúdica e apaixonante – na qual possivelmente sou uma heroína daquelas pra você – , sou uma pessoa que não sabe de muitas, mais muitas coisas mesmo. Da missa, nem o terço! : )))) Mas o massa, é que curto aprender. Só não dá para ir pelo teu caminho tecnológico – de raciocínio sempre muito “matemático” -, porque minha alma não seria tão visceralmente contraditória assim. E é um não aprender consentido. Mas teremos sempre boas e outras trocas para fazer.

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E mesmo desse jeito particular, a praia assim, é felicidade pra ele e pra mim

De um a 18 ficamos de férias juntos. Fazia bastante tempo que isso não acontecia. Fomos à praia do Ventilador Cascão, como Theo chama por conta do ventilador de Paulo Emílio, sujo de poeira, que ele apelidou, portanto, de Cascão – essa foi a nossa desculpa pra ele não querer ficar “brincando” com o ventilador na época. Desde então a praia deixou de ter o nome dela (Guadalupe) pra ganhar outro na cabeça de Theo.

Mas o que me motivou escrever este post é falar da “praia” de Theo, que não é a minha e é, pra variar, particularmente dele.

Arrumar a bolsa de praia, aquela que a gente leva pra beirada mesmo da praia – é uma viagem a parte na nossa rotina de sol e mar: ao invés de pás e baldes, ele coloca entre os brinquedos para eu carregar uma torneira, várias hélices de tamanhos, formatos e cores diferentes…. e outros cacarecos que não são propriamente brinquedos porque seguem em separado de sua “base” original. Fora de contexto são apenas “peças” soltas, pra variar também. E eu, mesmo insistindo e até colocando à revelia baldes e pás, tenho que dar o braço a torcer e carregar os cacarecos de Theo com uma resignação que já passou a ser muito minha nesses momentos. Insólita. É assim que muitas vezes me sinto.

Porque não tem acordo que dê jeito. E nem argumento que convença. Com o poder de persuasão indo à prova e perdendo… o jeito pra curtir a praia com ele numa manhã “normal” de sol, areia e mar, e, principalmente, sem estresse, é topando.

Isso não quer dizer que eu não tente na praia fugir as invencionices de Theo. Eu faço um bolo, ele coloca uma hélice e diz que é um moinho; eu faço um “bolo batido” e peço para ele procurar gravetos pra servir de velas e ele enfia um cooler e diz que é um ralo de pia, enfia uma torneira e diz que é a pia.

Na água, como ele diz, nem pensar. Tem medo. Não adianta ficar papeando. O jeito é relaxar e deixar ele no tempo dele vencer o próprio medo desafiando as ondas. E enchendo meu biquíni e o calção dele de areia. : )

Correndo do mar na tentativa de esquecer e vencer o próprio medo....

E mesmo desse jeito particular, a praia assim, é felicidade pra ele e pra mim

Em momento: maior ousadia, com Lulu e Matheus

ps: Theo agora vive pedindo preu achar terremoto pra ele ver no computador. São tantas perguntas que a mãe deixa ele sem resposta – em algumas – ou se esforça pra responder a respeito. Ficou impressionado com as notícias que se tornaram inevitáveis dele “ver” ou “ouvir” em algum momento… sobre o Haiti. É triste, estranho, incomodo, explicar certas coisas….

ps1: Theo descobriu a palavra “mecanismo” que, no momento, tem substituído a engrenagem do seu vocabulário eletrônico. : )

ps2: como é já sabido, a memória me trai um bocado. Mas tentarei voltar a postar “com maior frequencia por aqui”.

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Os dois, de par de jarro, na última Copa do Brasil!

Os dois, de par de jarro, na última Copa do Brasil!

Esse post é para Theo (ou não seria mais correto dizer que é pra mim?). Fala de mim, no tempo que é o de Theo hoje, ou seja: quando criança. E é, de forma inexorável, onde a mãe que sou hoje é possível assim: do jeitinho que sou uma mãe hoje.

Ligações e reentrâncias muitas vezes difíceis de separar. Mas devidamente colocadas no lugar sempre que a cabeça “dá uma volta”.

Ando pensando ou melhor “resolvendo” muito Teca, a babavó de Theo, em minha cabeça, em minha vida. Afinal, ter uma babavó em casa não é lá muito fácil. E digo mais: nem pra mim e nem pra ela. Mesmo assim foi e continua sendo uma escolha. Como MÃE que sou hoje, vivencio o exercício de educar Theo do jeitinho que eu e Michiles compartilhamos como sendo o melhor. E esse jeitinho, para Teca, não combina muitas vezes com o jeitinho que ela fez comigo, para além de minha mãe. Tivemos que ajustar muita coisa. Separar tantas outras. Distanciar um pouco afetos e projeções. Aproximar Dani-Mãe com Teca, sem predicado. Pontuar, “machucar”; impor, estabelecer claramente espaços.

Capítulo 1: Ou a mesma Teca e duas crianças: criança mãe e criança filho

Teca, babavó de Theo, bem antes de ser dele, foi minha. Consigo pensar em muitos, mais muitos momentos d´eu bem pequenininha (inha pra lá de inha mesmo) em que estávamos nós duas compartilhando uma rotina juntas. Teca me deu muita manha, muito colo, muito mimo. Foi doação. Meus irmãos costumam dizer que eu fui a “protegidinha” de Teca. : )

E eu lembro mesmo de muitos momentos nossos: daria pra encher muitos posts com tantas coisinhas boas e tão nossas.  Mas posso citar alguns, só e tão somente esses, apenas pelo fato de que me chegam facinho feito filme à minha mente neste instante…

…como as tardes em que eu ficava sentada em cima do balcão da cozinha, lá na casa do Prado, enquanto ela cozinhava; da bacia do bolo que acabava de bater preu raspar com o dedo o restinho da massa; dos cochilos da tarde com ela deitada na minha cama coladinha ao meu pé; da contação da mesma historinha, todas as noites, pra me colocar pra dormir (Era uma vez uma menina que se perdia dos pais…), da roupinha vermelha que eu amava vestir, e ela, incansavelmente, lavava quantas vezes fosse preciso cedendo aos meus caprichos; da negociação na hora do almoço diante da ordem de minha mãe d´eu comer o prato cheio (ela saia dividindo o prato em várias partes e a gente ia negociando); dos passeios pelas ruas perto de casa, pegando pedra, folha e outros cacarecos que eu achava e queria levar pra mim; das aventuras de pegar caju em Tamandaré, do colo gordinho e fofinho que milhões de vezes eu peguei no sono – que tem, até hoje na lembrança, textura de cobertor de frio quentinho de esquentar a alma de amor-; das cascas de ovo hermeticamente quebradas na frigideira (ai de quem jogasse fora lá em casa as cascas de ovo), lavadas e secadas pra que eu pudesse depois pintar; do filme ET assistido juntos no cine São Luiz aos prantos, de todos os dos Trapalhões, das tardes no Cube Alemão, da raspa de coco, na própria quenga, com açúcar e farinha….. 

De todo e tanto amor derramado sobre mim em forma de tantos cuidados…

Capítulo 2: Ou as fórmulas não se justapõem: simples assim! 

 Eu hoje, olhando para a MINHA CRIANÇA, como MÃE que sou, posso dizer o que tanta proteção tem de bom, mas tem também de ruim. 

Ponto.   P. O. N. T. O   P onnnnnnnnn TOOOOOOOOOOOOOOOOO!

……………………………………………………………………………………………………..

Mas que ainda com olhar de hoje sobre o ontem, olhando a “infância/criança” que tive e fui, só tenho mais a agradecer do que a “lamentar”.  Para a minha criança, a Teca que até hoje continua a mesma (quem conhece diz: parece que não mudou nadinha: )) foi fundamental.

E por isso meu olhar sobre ela agora é de muita complacência e mais agradecimento a essa Teca que ela foi pra mim. Não tem pagamento. Não tem como retribuir a altura. E nem a retribuição pode ser feita por meio de Theo. Theo e Teca é outra história. Aqui ainda somos: eu e ela. Tão ponto quanto o dado lá em cima.

Capítulo 3: Ou a minha criança não é Theo. Pra mim foi bom, pra ele não

Porque a minha Teca é diferente da Teca de Theo mesmo sendo a mesma? Não vou muito me estender aqui nas explicações, porque envolve outras dores, outros afetos; até difíceis de AINDA escrever a respeito. Mas o colo de Teca foi afeto em momento de muito deserto de amor e afeto (ou seria em momento de afeto dado em linhas tortas justificando os fins); momento de muito abandono, de confusão…onde a maré foi só de águas turvas.

Portanto Teca, mesmo contrapondo as “não manhas” que eu NÃO quero pra Theo hoje, foi ali o meu ponto de apoio, o meu ponto-Norte, de onde partiam as minhas retas, paradas e voltas em passinhos dados de “gente crescendo”. Nunca disse isso a ela (acho que nem a mim com tanta clareza) mas acho que ela mereceria ouvir. (Queria dizer a ela que “proteção” em excesso só não fez “mal” (nem sei exatamente) pra mim por conta do meu contexto; mas que, na real, em condições normais de temperatura e pressão, proteção demais não liberta. Pelo contrário. E segurança e amor-liberdade é tudo que quero pra vida de Theo. É meu horizonte como mãe.

Capítulo 4Ou onde o nó aperta

A babavó Teca de Theo é boa, porque é toda doação. Deixar Theo com Teca é mel na chupeta. Amor, amor de mesmo. Ela, que cuidou de mim antes mesmo d´eu me saber gente, agora cuida dele. E ele virou neto. Não tem como não ver esse sentimento dela por ele. Está nas atitudes, 24 horas por dia. E amor de avó, como se sabe, é mais “sem compromisso e sem medos de prejuízo do mundo; é amor sem reservas, sem escoamentos…. ou melhor, como diz Theo, é puro “estrago de água” jorrando pra todos os lados.

Eu entendo que amor de avó tem quem ser mesmo assim: a obrigação de educar é nossa, PAIS. A eles, enfim, o amor completamente livre e por isso tão gostosinho. Sou do tipo que não acho ruim se na casa da avó ele fizer coisinhas que normalmente não faz na minha casa. Isso deixou de me “irritar” há muito. Vejo que ele desenrola as diferenças. Ruim é avó “desdizer” mãe com a mãe junto. Porque aí mistura autoridades ( e uma das partes perde força). A mãe não deixa de ser filha porque virou mãe. Enfim…

Não estou falando aqui que concordo que a avó mude “regras e leis” impostas pela mãe e que repercutem no foco da filosofia de vida, educação (que mexe com valores, padrões, modelos)…. tipo (exemplo besta): o filho não come açúcar de forma alguma, e a avó dá. Não é nesse sentido de atitudes que estou falando. Mas é sobre a quebra de rotinas… o mexer nas coisas… o pintar e bordar com a avó com o consentimento dela, na casa dela ou quando estiver sob a companhia dela. Podendo fazer coisas que em casa não faria.

Dar limites é com mãe e pronto.

Tenho um exemplo muito legal dado por Lu, que trabalhou aqui comigo, num desses momentos de conversa-de-mãe-pausa-para-o-cafezinho. Ela conta que o filho, com menos de dois anos, já tinha deixado a fralda. Esforço da gota serena empenhado com afinco dia após dia. Mas na casa da avó só fazia cocô se a avó colocasse a fralda. Ou seja: ficava mais bebê na casa da avó. Mas ela, embora de primeira, até tivesse ficado “fula” da vida, percebeu que isso era mais problema pra ela do que pra ele (que se virasse pra virar filho/neto “flex”, oras…). Até porque, com ela, ele jamais pedia o mesmo e seguia aprendendo todas as outras coisas para se tornar uma criança mais independente. Se tornando inteira, cheia de si. E feliz. Sem dramas.

Só que avó desse jeito, pra ter a própria casa e dar esse amor assim é bom. Não tão bom é quando essa “avó” está dentro de casa. O que muda em nossa relação “minha e de Teca” é que ela não é a minha mãe, mas como ela mesmo diz entre os dentes, limpou o meu cocô. : ( Ou seja, nossa relação fica uma loucura. Porque é a minha Teca, que hoje é mais distante de ser a minha Teca, porque hoje é muito mais babá de Theo, com sentimentos de avó. :)) Dá nó mesmo.

Isso já me aborreceu muito. E a gente, nós duas, até já nos magoamos um bocadinho tentando acertar os ponteiros e limites de uma e de outra. O que acho que Teca muitas vezes não entende é que eu vivo a prática de criar Theo diferente do que fui criada: a partir de minhas convicções, construídas ao longo dos anos. E que eu não sou mais a Dani bebê ou criança, mas a Dani adulta, mãe de Theo.   E isso não quer dizer cuspir no prato em que comi. Mas amadurecer, exercer o direito por escolhas diferentes.

Então, antes, as manhadas de Teca ao extremo me aborreciam deveras. Principalmente porque me via nele: sei exatamente como fui manhada…. como tinha meus desejos atendidos por Teca num piscar de olhos. E isso mesmo à revelia de minha mãe. Afinal, ela também saía pra trabalhar. : ) A diferença entre Teca lá e Teca aqui sou eu, a MÃE. E a minha relação com o meu pequeno inventador.

Capítulo 5: Ou onde tudo fica massa e Mamãe é só mãe, não é filha

Como diz a minha terapeuta, por muito tempo eu tive muito medo de que a relação de Theo comigo fosse construída de maneira semelhante a minha com a minha mãe. Espelhos. Fantasmas…. E que a repetição de Teca-Dani em Teca-Theo fosse uma reafirmação daquela configuração de relação-afetos-identidade.

E não é que eu percebo com muita felicidade que não é!!!!! Fogos de artifício em todo o céu!!! Muitos, coloridos!!!! Não, não é. Não foi fácil chegar aqui. Juro que não. Mas cheguei. Coisa simples eu percebi: Teca de Theo é a mesma de Teca de mamãezinha aqui. Mas a mãe de Theo não é a mesma mãe de Dani. : ))) E é aí onde o “caleidoscópio” de nossas vidas se mostra, mesmo que a partir de um emaranhado de até mesmos personagens e + mais personagens -, novos contextos = OUTRA HISTÓRIA. Outra imagem, outra figura.

Que lindo!!!! : ))

Eu dou limite, mas também dou muito colo; eu sou ausência, mais também sou presença inteira-intensa; eu sou brabeza, mas também sou muito amor e delicadeza; eu sou adulta-mãe-ordem, mas também muito criança, com a criança que trago em mim. Juntos, eu e Theo, com muita cumplicidade, construimos uma relação completamente diferente. Fortalecida. E eu percebo o quanto aquele pequeno “terrorista” sabe separar as coisas… e como sabe!

Sei que o post tá postão. Mas como o blog virou espaço de “terapia” preciva registrar isso aqui.

ps: Eu digo que Teca parece com Didi Mocó. Não é exagero. Tão palhaça e infantil como. : )

ps1: quando morei só, Teca tinha a chave de lá de casa. Muitas vezes acordei com o café bem gostosinho todo pronto. Teca de Dani tinha passado por ali.

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Tirei uma folga compulsória do blog: de sexta a hoje. Filho arriado de gripe, em tempos de pandemia de Suína, mesmo que a sensatez fique assoviando nos ouvidos, ainda assim a gente fica com a pulga “aperriando” atrás dos ouvidos. Tudo que a gente não quer é o filho doente. No caso de Theo, costumo dizer que: é um ano para engordar uns quilinhos e apenas dois dias de virose pra carregar facinho os pesos conquistados : (

Eu estou há bem um mês digerindo as informações em relação a Gripe A (que embora popularmente conhecida como suína, é a galinha dos ovos de ouro daquele moço americano, “bem burrinho, bichinho”, chamado Donald Rumsfeld.

Ou seja: não estou enlouquecida do meu juízo. Embora tenha reforçado as já cotidianas precauções que costumo para qualquer tipo de gripe: bastante vitamina C, alimentos saudáveis: muito ferro, cálcio… e por aí vai. Tudo que fortalece o sistema imunológico. Afinal, seja que gripe for, eu não quero que meu filhote adoeça. Mas esse desejo é meu e de mais toda a torcida do Mães Futebol Clube.

Bem, Theo arriou os quatro pneus na sexta. Ficou moleza, febre, dor de garganta, nariz entupido. Foi noite coladinha na cama dormindo soninho conta-gotas: de instante em instante tirando a temperatura para a febre não subir dos 38.5… Mas gracias, não foi além e cedeu sem anti-térmico.

O final de semana foi off-line em todos os sentidos. Tinha pré-estréia combinada de filminho, chá de bebê de amiga e aniversário de outra. Rolou casa, casa e casa de irmãos. Só.

Como diz (não sei exatamente como) o colunista Zé Simão, hoje em dia espirrar em elevador cheio, sala de aula fechada ou ônibus virou constrangimento certo: a galera olha fuzilando. É o alerta a mil…

ps: como Beth Carvalho é referência afetiva, claro que Theo cantou Beth mesmo derrubadinho. E mamãe, num momento como esses, deu cessa ouvindo sem reclamar. Aliás, até tentei cantar, mas ele logo me colocou no meu lugar: mamãe, não cante. É pra você só ouvir. Você é ouvinte, entendeu? Entendi.

ps1: como orientação da escola, ele não foi a aula hoje. Irá já bom! Pra ser bom pra ele e pros demais.

ps2: pra não perder as tiradinhas e coisinhas do meu pequeno, tenho anotado pra não deixar passar. E vou postando devagarzinho aqui.

ps3: aproveito para deixar a dica de uma videozinho muito do legal a respeito da gripe e o “moço americano” (a propósito Gripe A de Rumsfeld é Tamiflu no dos outros, com direito a rima e predicados):

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Essa foto eu "achei" no blog Êxtase Musical - do Rock ao Samba

Essa foto eu "achei" no blog Êxtase Musical - do Rock ao Samba

Uma das primeiras notícias lidas ao abrir o jornal: propaganda voltada para a criançada vai sofrer uma regulada. A informação dá conta  de que grandes empresas (24) firmaram um acordo “por livre e espontânea vontade” (sei) com a Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (Abia). Com isso, até o final do ano, terão que entrar na linha quando pensarem  em propaganda direcionadas para o público abaixo de 12 anos, principalmente, nos horários/programas com foco nesta faixa.  

Essa  “acochada” já vinha sendo pressionada – o assunto é antigo – por organizações da sociedade civil (defesa do consumidor, direitos humanos) e pela própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), também por pressão. Nesse caldeirão, a preocupação ainda maior com produtos da turma do MUITO: muito açúcar, muito sal, muita gordura…. assim como acontece hoje com o cigarro, terão que matar a cobra e mostrar o pau. Ou seja: se garantir dizendo o que a ingestão daqueles ingredientes causam de mal à saúde.

Enquanto lia, um filminho, quadro a quadro, de situações mezo nonsense mezo constrangedoras que nós, pais, (mães e pais), passamos diante da TV; que de casa vai a praça, ou melhor é reproduzido em fast-foods, supermercados, lojas de brinquedos…. até em teatros.

Capítulo 1: Theo não vai à Mc Donalds. Ronald, pallhaço maior do reino dos hamburguers, ele desconhece. Sabe da “lanchonete”, porque escuta falar e até já foi umas duas ou três vezes. Em quatro anos de idade isso não é muito. Claro que conta a favor desse desconhecimento o fato de que Theo não tem lá muito o que fazer em cantos do tipo: tudo em fast-food, praticamente, tem glúten. Então é natural que ele não vá.  Mas aí é onde mora o nó: brinquedinhos que vêm junto com lanchinho. E aí: mãezinha aqui samba chupando cana e assoviando Ray Charles.

No Habibs, a mesma coisa. Ou melhor, lá ele foi umas três vezes (confirmadas). Porque tem brinquedos, além de comida. E ainda brinquedinhos com lanchinhos. Theo tem o Popaye, a Olívia, e me pediu para ir lá completar a coleção trazendo o Brutus. Lá, come *batatinha com suco e nós, a esfirra. Logo: pago pelo brinquedinho. : ((((

Nos supermercados, se Theo estiver junto, leio bastante os rótulos. Alguns ele já sabe, mas quer que eu leia mais uma vez (a esperança é a última ….não é mesmo?). Tudo que é pra criança é feito especialmente para persuadí-las a aterrorizar os pais: cores, cheiros, embalagens mirabolantes (boa parte que viram brinquedinhos). Mais uma vez, a maior parte, com glúten. O que é ponto a nosso favor: acaba que não tem “poder” de apetecer a Theo porque naturalmente não entra lá em casa. Bom para o nosso juízo, bom para a saúde de todos da casa.

Então o colégio bate no discurso “cabecista” da alimentação saudável e a gente faz “lavagem” no mesmo sentido. 

Capítulo 2:  Acho um saco levar Theo ao teatro quando a produção é do Palhaço Chocolate (quase um Munhar da categoria no Recife). O patrocínio das peças é de uma marca de biscoitos, com musiquinha chicletinho. Se a peça tem 1h de espetáculo, 30 são dedicados ao merchan.  Não, Theo não pode comer, mas leva uma “pisa” de propaganda pra lá de agressiva sobre os produtos da marca…. o mascote passa mais tempo em cena que os atores em si. Ou seja: pisa dicumforça e a ainda ganha pacote no caminho da saída do teatro pelas mãos do sorridente mascote. E por que levo? Quem é daqui sabe. Temos poucos espetáculos “bem produzidos” para o público em questão. E os dele… ninguém pode dizer que carece de produção. Só de semancol com a publicidade, mas com produção não. Ou o que indica que uma coisa está diretamente ligada à outra. Claro que Theo pergunta se é gostoso, por que todo mundo ganha, porque estão falando tanto do danado do biscoito… claro.

Capítulo 3: com brinquedos eu ainda ando imune: tem que ser high-tech ou girar ou ligar ou ter hélice… não teve, pode se transformar em dez monstrengos que não chama a atenção de Theo. Deus é pai!. Nem o Pica-Pau que ele gosta do desenho quer levá-lo em figura de boneco.

Capítulo4: Não tem coisa mais chata do que vendedor em porta de teatro, show, parques e afins dedicados a criançada. Como a propaganda, quase uma espécie de palíndromo, é a alma (mala) do negócio, enchem teu ovário mostrando um balaio de opções para vender. Não mostram pra você, mas para o filho. Só. Dão na mão. Porque sabem que tirar depois fica mais difícil. Comigo “quase” não cola.

Capítulo 5: Dia desses, na praia, quase que sucumbo à impaciência e me atraco com um vendedor de picolé. A marca Kibon tem muitos picolés sem glúten, Nestlé não. Enquanto o carrinho da Kibon não dava o ar da graça, os da Nestlé davam cria ali mesmo na minha frente. Com a insistência de Theo para chupar um picolé, pedi parada. O cara, queria me vender os mais mais dos picolés: que giram, tem tinta que pinta a língua, com chiclete no final…. telelei, telelei…. e eu, feito uma “mãe arrancando os cabelos a pinça” olhando as letras miudíssimas para saber se as opções quase jogadas na mão de Theo tinha ou não. Era ele dando e eu tomando. Eu parecia um polvo com mil braços. O cara, impaciente de um lado e eu quase desesperada do outro. Não adiantava explicar que ele não podia comer algumas coisinhas porque “tinha alergia”… ele não me ouvia. Peguei o primeiro que vi sem glúten. Olhei pra Theo com impaciência e dei um basta: é esse e só. Se quiser pega, se não devolve e “acabou-se”.

ps1: Não, eu não gosto de palhaço. Nunca gostei. Nem quando fui criança. Na verdade, tinha medo. Hoje não acho graça. Como graça é básico. Não rola… Já “deixei de”ir” a uma festinha minha porque tinha palhaço. Mas garanto que não é o motivo de minha antipatia. Levo e levarei Theo a todos os circos que passarem por aqui. Não dou nem juízo de valor a respeito. Assisto e ainda sorrindo.Mas dizer que gosto é mentira.

ps2: Carol, nutricionista, celíaca, já me avisou: trabalho com nutrição para indústrias, empresas. Não, eles não trocam o óleo que fritam a batatinha para fritar o que tiver que fritar que não seja batatinha. Portanto, batatinha nesses cantos vem com glúten indiretamente. E como num lugar desses atendimento “personalizado” não existe. Não existe ir.

Aqui um doc com direção Estela Renner pela Maria Farinha Produções muito legal sobre o assunto:

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