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Archive for the ‘Doença Celíaca’ Category

Nada a ver com o post: só para mostrar o pequeno em mais uma de suas invencionices: seu carro!

Em casa de ferreiro, Massa do Chef, i’m sorry! Theo tem um tio – meu irmão, Luis Lins – que é formado em gastronomia. Não bastasse, saca tudo de massas. Já trabalhou em um restaurante na cidade que faz massas caseiras, uma cuccina italiana, na verdade. Ou seja, aprendeu de um tudo sobre a culinária italiana. Do outro lado da “mesa” nessa história está Theo, um menino que, embora proibido de comer glúten-trigo-logo-massas, tem um tio que é um espeto de mais fina navalha nessa casa de ferreiro.

Lulão, como eu chamo, junto com outro moço com nome que já tem chinfra de nome de chef, Demetrius, vem pesquisando o ponto da massa sem glúten a um tempinho. As experiências foram assistidas por nós de camarote, claro, aqui na minha casa, que se transformou no QG da Massa do Chef, a nova grife da culinária sem glúten aqui das redondezas.

Com isso, as massas que puder imaginar está aborrotando a minha geladeira. Tem rondeli, caneloni e mais pra frente terá macarrão caseirinho e muito do gostoso como tudo que ele está fazendo está.

Com a Massa do Chef, Lulão começou a receber encomendas também. E isso é show! Fico imaginando que, a partir de agora, Theo não ficará excluído do terreno das massas… nunca mais. Isso só pode ser muita sorte nessa vida!

Além das massas, ontem à noite aqui em casa foi do pão. Iguaria que eu já estou fazendo de olhos fechados e me superando toda vez que o pão sai do forno. Pra chegar ao ápice só mesmo se eu soubesse/aprendesse a fazer cream cracker, o calcanhar de aquiles de todo celíaco.

ps: Theo agora tem uma caveira pra chamar de sua. Claro (mas é bom que se reforce aqui) que não é de verdade. Com a insistência insistente de uma criança batendo pesado nas minhas “oiças“, tive que dar o braço a torcer. Fui no Carrefour e achei uma da marca National Geografhic. O esqueleto está montado e numa espécie de “pedestal” fica de pé com braços e perninhas móveis. Resultado: é o xodó lúdico de Theo, embora não durma dentro do quarto nem a pau. :)))) “Mamãe, quero ela no guarda-roupa não. Depois quando eu acordar ela cair em mim não vai dar certo. Vou ter muito medo. Ok. A caveira está “rodando” pela casa.

ps1: novo discurso-chantagem do pequeno para a minha pessoa “mãe-boba” que sou: “mamãe, não gosto mais de você. Era melhor que eu não existisse. Eu devia ser filho de outra mãe… o seu quarto devia ser bem longe do meu…. ou ainda: você devia ser “probe” e ficar na rua, sem lençol, com frio…. eu não ia nem te ajudar e nem querer saber” Valei-me! Para minha mãe: mãe, bem que você me disse – quando te dizia as mesmas coisas – que um dia eu ia ter um filho pra chamar de meu. “A vingança” é mesmo um prato que se come frio. : ))))))

ps2: Filho, meu drama diminui cada vez que te escuto falar assim. Como num susto, me vejo uma criança falando baboseiras do tipo com a minha mãe. O que quer dizer também que a gente aprende muito quando está ensinando. E aviso logo: um  castiguinho tá valendo….

PS3: A quem interessar, contato para encomendas da Massa do Chef  – Luis Lins e Demetrius – massadochef@gmail.com

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Essa foto eu "achei" no blog Êxtase Musical - do Rock ao Samba

Essa foto eu "achei" no blog Êxtase Musical - do Rock ao Samba

Uma das primeiras notícias lidas ao abrir o jornal: propaganda voltada para a criançada vai sofrer uma regulada. A informação dá conta  de que grandes empresas (24) firmaram um acordo “por livre e espontânea vontade” (sei) com a Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (Abia). Com isso, até o final do ano, terão que entrar na linha quando pensarem  em propaganda direcionadas para o público abaixo de 12 anos, principalmente, nos horários/programas com foco nesta faixa.  

Essa  “acochada” já vinha sendo pressionada – o assunto é antigo – por organizações da sociedade civil (defesa do consumidor, direitos humanos) e pela própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), também por pressão. Nesse caldeirão, a preocupação ainda maior com produtos da turma do MUITO: muito açúcar, muito sal, muita gordura…. assim como acontece hoje com o cigarro, terão que matar a cobra e mostrar o pau. Ou seja: se garantir dizendo o que a ingestão daqueles ingredientes causam de mal à saúde.

Enquanto lia, um filminho, quadro a quadro, de situações mezo nonsense mezo constrangedoras que nós, pais, (mães e pais), passamos diante da TV; que de casa vai a praça, ou melhor é reproduzido em fast-foods, supermercados, lojas de brinquedos…. até em teatros.

Capítulo 1: Theo não vai à Mc Donalds. Ronald, pallhaço maior do reino dos hamburguers, ele desconhece. Sabe da “lanchonete”, porque escuta falar e até já foi umas duas ou três vezes. Em quatro anos de idade isso não é muito. Claro que conta a favor desse desconhecimento o fato de que Theo não tem lá muito o que fazer em cantos do tipo: tudo em fast-food, praticamente, tem glúten. Então é natural que ele não vá.  Mas aí é onde mora o nó: brinquedinhos que vêm junto com lanchinho. E aí: mãezinha aqui samba chupando cana e assoviando Ray Charles.

No Habibs, a mesma coisa. Ou melhor, lá ele foi umas três vezes (confirmadas). Porque tem brinquedos, além de comida. E ainda brinquedinhos com lanchinhos. Theo tem o Popaye, a Olívia, e me pediu para ir lá completar a coleção trazendo o Brutus. Lá, come *batatinha com suco e nós, a esfirra. Logo: pago pelo brinquedinho. : ((((

Nos supermercados, se Theo estiver junto, leio bastante os rótulos. Alguns ele já sabe, mas quer que eu leia mais uma vez (a esperança é a última ….não é mesmo?). Tudo que é pra criança é feito especialmente para persuadí-las a aterrorizar os pais: cores, cheiros, embalagens mirabolantes (boa parte que viram brinquedinhos). Mais uma vez, a maior parte, com glúten. O que é ponto a nosso favor: acaba que não tem “poder” de apetecer a Theo porque naturalmente não entra lá em casa. Bom para o nosso juízo, bom para a saúde de todos da casa.

Então o colégio bate no discurso “cabecista” da alimentação saudável e a gente faz “lavagem” no mesmo sentido. 

Capítulo 2:  Acho um saco levar Theo ao teatro quando a produção é do Palhaço Chocolate (quase um Munhar da categoria no Recife). O patrocínio das peças é de uma marca de biscoitos, com musiquinha chicletinho. Se a peça tem 1h de espetáculo, 30 são dedicados ao merchan.  Não, Theo não pode comer, mas leva uma “pisa” de propaganda pra lá de agressiva sobre os produtos da marca…. o mascote passa mais tempo em cena que os atores em si. Ou seja: pisa dicumforça e a ainda ganha pacote no caminho da saída do teatro pelas mãos do sorridente mascote. E por que levo? Quem é daqui sabe. Temos poucos espetáculos “bem produzidos” para o público em questão. E os dele… ninguém pode dizer que carece de produção. Só de semancol com a publicidade, mas com produção não. Ou o que indica que uma coisa está diretamente ligada à outra. Claro que Theo pergunta se é gostoso, por que todo mundo ganha, porque estão falando tanto do danado do biscoito… claro.

Capítulo 3: com brinquedos eu ainda ando imune: tem que ser high-tech ou girar ou ligar ou ter hélice… não teve, pode se transformar em dez monstrengos que não chama a atenção de Theo. Deus é pai!. Nem o Pica-Pau que ele gosta do desenho quer levá-lo em figura de boneco.

Capítulo4: Não tem coisa mais chata do que vendedor em porta de teatro, show, parques e afins dedicados a criançada. Como a propaganda, quase uma espécie de palíndromo, é a alma (mala) do negócio, enchem teu ovário mostrando um balaio de opções para vender. Não mostram pra você, mas para o filho. Só. Dão na mão. Porque sabem que tirar depois fica mais difícil. Comigo “quase” não cola.

Capítulo 5: Dia desses, na praia, quase que sucumbo à impaciência e me atraco com um vendedor de picolé. A marca Kibon tem muitos picolés sem glúten, Nestlé não. Enquanto o carrinho da Kibon não dava o ar da graça, os da Nestlé davam cria ali mesmo na minha frente. Com a insistência de Theo para chupar um picolé, pedi parada. O cara, queria me vender os mais mais dos picolés: que giram, tem tinta que pinta a língua, com chiclete no final…. telelei, telelei…. e eu, feito uma “mãe arrancando os cabelos a pinça” olhando as letras miudíssimas para saber se as opções quase jogadas na mão de Theo tinha ou não. Era ele dando e eu tomando. Eu parecia um polvo com mil braços. O cara, impaciente de um lado e eu quase desesperada do outro. Não adiantava explicar que ele não podia comer algumas coisinhas porque “tinha alergia”… ele não me ouvia. Peguei o primeiro que vi sem glúten. Olhei pra Theo com impaciência e dei um basta: é esse e só. Se quiser pega, se não devolve e “acabou-se”.

ps1: Não, eu não gosto de palhaço. Nunca gostei. Nem quando fui criança. Na verdade, tinha medo. Hoje não acho graça. Como graça é básico. Não rola… Já “deixei de”ir” a uma festinha minha porque tinha palhaço. Mas garanto que não é o motivo de minha antipatia. Levo e levarei Theo a todos os circos que passarem por aqui. Não dou nem juízo de valor a respeito. Assisto e ainda sorrindo.Mas dizer que gosto é mentira.

ps2: Carol, nutricionista, celíaca, já me avisou: trabalho com nutrição para indústrias, empresas. Não, eles não trocam o óleo que fritam a batatinha para fritar o que tiver que fritar que não seja batatinha. Portanto, batatinha nesses cantos vem com glúten indiretamente. E como num lugar desses atendimento “personalizado” não existe. Não existe ir.

Aqui um doc com direção Estela Renner pela Maria Farinha Produções muito legal sobre o assunto:

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Dando o seu show....

Dando o seu show....

 

Decidi postar mais um pedaço do idílico que é a história da admiração de  Theo por Beth Carvalho. Mais um capítulo… : )))

Um registro, que será para o meu pequeno grande Theo, lá na frente, uma prova do tanto de amor que eu dedico a ele. Porque a cada palavra, a cada parar-pensar-para-escrever, é de Theo que vou me transbordando. E nessas horas sou só amor: demaiscumforça, amor. Nesse exercício diário é quando vou “me inteirando”, ao me ler, do outro, inteiro, que é o meu Theo, meu pedaço-inteiro.  E ainda assim muito OUTRO… a parte de nós… 

PARA VOCÊ, FILHO, REGISTRO MAIS UM PEDACINHO:

Theo gosta de Beth Carvalho desde uns dois anos de idade, que a minha memória lembra. Esse gosto é gosto dele. Não nosso. Antes de Theo pedir Beth, a gente não ouvia Beth em casa. Não tínhamos nem DVD dela (embora gostássemos de sua música).

Aí no réveillon de 2006 para 2007 passamos com a família numa casa de praia. No meio dos CDs, Monobloco; no meio das músicas, “Coisinha”. Claro que foi repeteco totalis durante os dias de festa. A gente via na cara de Theo “amostração” de estar ouvindo a música DELE (entendem?) sendo “reafirmada” pela voz de outra pessoa.

É claro que depois disso, ficamos reféns de Theo e Beth Carvalho.

Pra completar, na casa do meu pai, (o vovô Acioli), o DVD de Beth Carvalho deu sopa. Pronto. Theo deu o ganho. E agente teve que “engolir” goela abaixo, sem reclamar, Beth no repeat all time

É que, em pouquíssimo tempo, Theo estava, como toda criança faz com os vídeos/CDs que gosta, pedindo para repetir mais de dezenas de vezes por dia…. Chegou a um ponto que nós não agüentávamos mais escutar o DVD. E aí investimos em outros músicos. Estávamos a ponto de vender a alma em troca de um pouco de sossego para os ouvidos. Já estava valendo jogo baixo mesmo: DVD escondido, arranhado, o aparelho de DVD quebrado…. tudo era uma boa desculpa.

Quando nada mais dava conta para as contas de tantos pedidos, o jeito foi partir para a “ignorância” : ) : a prática dos “combinados”.

Ou seja: Beth Carvalho depois que você tomar banho; depois que escovar os dentes, que comer… E ele fazia tudinho para ganhar a recompensa.

Capítulo 1: o ano de 2007  foi de vendaval para toda família, por conta da descoberta que Theo é Celíaco (Intolerante ao glúten). Para a DC em si, “lhufas”…. embora anti-prática por conta da dieta, não é nenhum problema para nós. Foi sustoalívio (palavra nova e que faz o maior sentido pra gente). Só que até descobrirmos,  Theo sofreu com o desconforto gerado pelo glúten no seu organismo. E ficou com o humor alterado (abusadíssimo) …  Como já falei aqui. Dentro desse vendaval, estava lá… quem? quem? A musa dos cabelos vermelhos, Beth Carvalho!

Não saberia dizer hoje quantas vezes, mas sei que muitas, ele acordou de madrugada, passando mal, abusado; e com “mal criação” pedia para a gente colocar o DVD de Beth Carvalho; e de quantas vezes o soninho e a calma vinha embalada pela voz de Beth Carvalho. Isso significa, que a “diva” de Theo o colocou muitas vezes para dormir. Ou seja: rolou intimidade e aconchego. : ))
Nessa hora o jeito era apelar para o notebook no quarto dele… E pronto. A “barraca” no berço estava montada.  

Neste momento também Beth Carvalho virou moeda. Ele gostava de saber que se ele comesse a musa ficaria feliz. E SIM…. jogamos baixo a esse ponto. Mãe faz dessas coisas. E eu ainda jogava ainda mais pesado dizendo que Beth Carvalho era forte e tinha e fôlego, mas que para isso, tinha que comer bastante. Era uma gulosona, a danada. : ) Acabou que Beth também foi alimento e virou recuperação.

Capítulo 2:  Em dois anos de Beth nos ouvidos, ele decorou o DVD de frente pra trás… as músicas, os convidados… como é detalhistazinho da mamãe, assiste observando a forma de se vestir, os cabelos, onde coloca as mãos, a mudança no figurino, a cenografia.

Tanto que por um tempo o nome da música era “mamãe quero ouvir aquela com Beth Carvalho sentada no banco, ou tocando tambor, ou aquela que ela “chora” (tem uma música que ela se ajoelha) ou a que toca de chapéu. Ele imita os gestos, abaixa a cabeça… pede um pano para colocar no pescoço.
 
Há muito reconhece as músicas que são “dela” mesmo que não seja ela cantando. E também conhece a seqüência do DVD, e já sabe a música só em escutar a introdução. Dia desses, foi almoçar na casa de meu pai e queria ouvir: “traz uma panela da cozinha… tabuleiro de assar”. Era só isso que ele repetia. E meu pai: “Theo, eu não sei que música é essa. Também não sei o número”. O título no DVD não tem relação direta à frase. E ele repetia, insistia. Aí meu pai resolveu que seguiria de música em música com ele junto até chegar a que ele queria. Eu sei que na introdução (nem tinha falado “olhe as panelas aí gente”) ele já tinha dito: “É essa, vovô”. Isso virou uma das histórias engraçadas nessa relação “Theo e Beth”. Só precisou de uma nota. 

Capítulo 3: Para ficar fácil pra gente, decoramos as músicas pelo número. Do primeiro DVD, ele sempre pede 7, 11, 29 (até cantar a O samba da Vela) e 32 até terminar o show… pede Meu Guri, “a que aquele moço Chico Buarque fez para um menino de rua” .

No colégio, esse gosto virou popular. Na avaliação do final de ano, veio escrito: “é normal vermos Theo cantarolando feliz as músicas que gosta”. Não veio falando o nome da cantora, claro. Mas aí, no colégio, uma das auxiliares de classe chegou pra mim e disse: seu filho gosta muito de Carnaval, não é? Por que ele vive cantando músicas de Beth Carvalho. Ele faz show.

ps: Dia desses fui buscar Theo no colégio e tinha uma senhora conversando animadamente com ele. Cheguei, falei com os dois. Aquele risinho simpático e apressado que a gente dá e tal… e ela: “Eu vim buscar minha neta, mas não fui embora porque Theo não deixou”… Pausa… minhas sobrancelhas se erguem…. risinho passando de apressado para amarelado… sem jeito… e eu: rindo pelo canto da boca enquanto falava: “Eita, sério? Gostou da senhora então…. : )))” E ela emendou: ele disse que eu não podia ir porque parecia com Beth Carvalho! Lona…. ri o risinho mais sem graça e “vergonha alheia” do mundo… me despedi… disse sem graça… “é, ele gosta muito de Beth Carvalho”. PONTO. Nos despedimos e eu me mandei. À jato.

ps1: Dia desses foi almoçar num restaurante e estava tocando Beth Carvalho.
Pensamos: “lascou a tabaca de mãe chola!”  Theo pegou o microfone (que quando está com Beth na cabeça já sai munido com) e começou a cantar… a gente, rindo entre nervoso-meiosemgraça… ficamos lá com aquela carinha de BUNDÃO… rererererererereeee.

ps2: Ela, a impronunciável, igualzinho como fez Prince numa época quando trocou o nome por um símbolo e virou impronunciável, virou também só símbolo lá em casa. Lei. Foi proibido. Ninguém chama pelo nome. É cacuete. Já basta as lembranas dele, que dão conta das dele e do resto do mundo. Não carece da nossa não.

Mais dessa história!

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A daqui vem num saquinho com o selo da Quimihal, com dois anos de validade, e fabricada em junho deste ano.... vai render a danada : ))

A daqui vem num saquinho com o selo da Quimihal, com dois anos de validade, e fabricada em junho deste ano.... vai render a danada : ))

A primeira leitura, fiquei intrigada…. Goma Xantana (hein…???). Vi as pessoas do grupo dos celícos na Internet falando a respeito. A “danada”, com nome bom pra trocadilhos, rimas e afins, poderia ser usada em nossas receitas – de comidinhas sem glúten – protagonizando o papel do “glúten”.

Segundo informações que eu corri para pegar na Wikipedia “, a Goma Xantana (C35H49O29) é um polissacarídeo obtido naturalmente pela fermentação da bactéria Xanthomonas campestris, que sintetiza a goma para evitar sua desidratação. É um aditivo bastante utilizado na indústria farmacêutica e alimentícia como estabilizante, espessante e emulsificante. (Ô três palavrinhas mais maravilhosas para se caracterizar outra coisa que não seja o glúten…)

Com nome de “personagem de filme pornô”, vi que, entre o grupo, em outros estados, diferente do que o senso comum possa supor (antes que se saiba do que se trata), ela é encontrada em farmácias de manipulação e produtos naturais. : ) E onde tem farmácia de manipulação Roval é certo achar.

Paula Albuquerque, (a do bolo-de-rolo), começou uma busca por aqui. Endereço certo: Roval. Preço: 100 g por R$ 32 reaus. Paula, junto com a mãe, foram se embrenhar pela cidade pra ver outras alternativas de canto/preço. Chegaram numa loja chamada Irmãos Halule, onde encontraram a Goma Xantana por R$ 20 reaus 500 g. Sentiram a diferença? Detalhe mais importante ainda: em cada receita uma colher de chá. E a Goma tem 24 meses de prazo de validade.

Adendo: Paula Albuquerque veio aqui no trabalho ontem (quarta-feira), como parte de nossa “agenda de mobilização”. Queremos esquentar o grupo de celíacos do Estado. Entre ações que já rolaram e que ainda serão postas em prática, adesivos para carro, mapeamento de restaurantes da cidade, informações em panfletos sobre a Doença Celíaca e ainda “incremento” do site http://www.recifesemgluten.com.br/ e etc… etc…

Debaixo do braço, Paula trouxe um livro de receitas sem glúten como sugestão para eu conhecer e comprar pra mim: Viva Sem Alergia, da inglesa Alice Sherwood. Muito legal o livrão. É receita pra dedéu.

Nas receitas, que a inglesa cita no livro, 90% tem entre os ingredientes a Goma Xantana no papel do “espessante” para dar liga às massas. Todas as fotos do livro foram tiradas das receitinhas preparadas e prontas. O livro é um compêndio massa para, na verdade, falar de todas as alergias alimentares e de que maneira fazer as melhores substituições. Ou seja: livro muito bom e indicado mais do que tão somente para os portadores de DC. E foi daí, da confirmação de Paula de que a Goma Xantana é a última Coca-Cola do deserto que resolvi ter a minha Xantana em mãos. E rápido.

Estou aqui com o pacotinho de Goma Xantana. E vou, com toda certeza, testar em minhas receitinhas no final de semana.

ps: quase 100% da Goma Xantana era importada há três anos. descobriu-se que ela pode ser obtida pelo sumo da cana-de-açúcar. Vejam só que outra boa surpresa. Aqui no Nordeste temos é pouco…. : ) Só que além de “ser raro” ver sendo vendida…. boa parte da galera desconhece essa informação.

Se me falassem de Goma Xantana no meio da rua, eu responderia de imediato: é a sua!!!!

ps1: soube, pelos sites de gastrô na web, em minha pesquisa, que a Goma também serve, nas receitas de pães, para aumentar a validade… mas uma vez fico “incrível” como ainda não se usa em larga escala….  

ps2: Lá fora, bem lá fora, como Europa e Estados Unidos, é bastante usada. Bastante messssssmo.

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Essa eu recebi da lista. Com a quantidade de retornos, deve ser das boas. Pela carinha das fotos no perfil da Maria Rita Bello, deve ser ainda melhor…. : ) Irei testar. Segue as fotos e receita.

ps: como já disse, mas reforço sempre, para os celíacos não basta dar a receita: tem que matar a cobra e mostrar o pau. Isso porque é preciso do testemunho, já que o “glúten” funciona como espassante, o que dá a liga, às massas. Então quando alguém consegue “bem parecido” sem… é festa em nosso reino da DC!!!!

PAO DE LEITE

Num recipiente misture:
1 1/2 xicara (cha) de polvilho doce
1 1/2 xicara(cha) leite em pó
1 xicara(cha) farinha de arroz
1 colher (sopa)rasa de açucar
1 sache de fermento de pão
Deixe descansando, enquanto isso leve ao fogo
300ml de agua
6 colheres(sopa) de polvilho doce
Vá mexendo sempre até formar um grude transparente, desligue o fogo e reserve.
Faça um buraco no meio daquela mistura que estava descansando e coloque:
1 colher (sopa) sal
2 ovos
3 colheres(sopa) óleo
1 colher (sopa) margarina

Misture bem, coloque o grude reservado ainda quente e vá amassando com as mãos. É preciso colocar mais ou menos 1 xícara de farinha de arroz até obter uma massa lisa (parecida com a de trigo).

Divida a massa em pequenas porções (sempre faço 9 ou 10), modele os pães.
Deixe crescer, coloque uma bolinha num copo com agua quando ela subir. Nessa hora o pão está crescido. Antes de ir ao forno, faça cortes com uma faca e pincele leite para dar brilho.

Registro da experiência de Maria Rita: a massa batida!

Registro da experiência de Maria Rita: a massa batida!

Antes de assar.... já crescido!

Antes de assar.... já crescido!

Pia só pra isso: dá gosto de ver. Enche os olhos e dá água na boca!

Pia só pra isso: dá gosto de ver. Enche os olhos e dá água na boca!

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O pão fica assim... uma pena que o único interessado no assunto muito provavelmente será o único a não comer....

O pão fica assim... uma pena que o único interessado no assunto muito provavelmente será o único a não comer....

 

Começo mesmo a apelidar a mandioquinha de “ouro vegetal” porque a danada é muito, mais muito mesmo da difícil de achar…. de todo jeito, como eu já devia há tempos, segue abaixo a receita do pão de mandioquinha: receita rápida, nutritiva (muito ferro) e muito da gostosinha. Fonte: A Deliciosa Cozinha Sem Glúten, de Regina Racco.

20 g de fermento biológico;
1 xícara de chá de leite morno;
1 colher de sopa de açúcar;
Sal a gosto;
1/2 xícara de óleo:
300 g de mandioquinha cozida (EU DEIXO COM CASCA MESMO);
400 g de fécula de batata (Mundo Verde é uma opção de lugar onde vende).

Preparo:

Bata bem a massa (eu faço por teimosia no liquidificador. Mas qualquer dia o meu pifa, porque a sensação é que estou forçando do “coitado”). O mais indicado é na munheca ou batedeira. Bata todos os ingredientes MENOS O FERMENTO. Só coloque depois que parar de bater os ingredientes (e claro, a massa estiver bem homogênea). Coloque a massa em forma de pão untada com óleo e deixe-a descansar por 40 minutinhos. Leve para assar em forno médio por aproximadamente por 30 minutinhos. Vale a dica: aquele palitinho na massa para saber o ponto é tudo de bom.

ps: de tanto que fiz inventando alguma coisa e deu errado que estou meio com medo de tentar… (coisa besta, mas legítima). Mas esta semana (se me der coragem, de mesmo, faço hoje) vou arriscar novamente. O meu único prato de ouro vegetal está lá no congelador “aguardando” minha decisão.

ps1: hoje o lanche de Theo foi broa. Como isso ele não pode, comprei pão de queijo sadia, sem glúten. Mas Theo fez pra mim: eca!!!!! E nem tocou. Aí “viajei” sobre uma coisa que, claro, é empírica porque se trata de puro senso comum…. mas dava a minha alma para saber se estou certa.

Eu acho que o corpo é inteligente. E tem uma reação instintiva as coisas que nos fazem mal. Theo, como já disse, nunca curtiu os alimentos com glúten. Isso quer dizer que Theo acha pão “eca”! Neste domingo fomos de pizza lá em casa… Theo, que estava no meu colo, saiu pra outra cadeira dizendo que o cheiro era “eca!”. Gente, era cheiro de pizza, coisa mais gostosa do mundo. Aí pensei também na conversa que tive com outra celíaca neste final de semana. Carol é nutricionista e me disse que coincidentemente ela nunca curtiu os alimentos que ela teve que cortar, depois de 20 anos, da dieta.

E eu não estou falando aqui da “memória do organismo” por passar mal… mas de coisas que ele nunca comeu como pizza, por exemplo. Ele não suporta o cheiro. Nem de pizza e nem de pão. : ( Acho que é o cheirinho do trigo, do glúten….

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simbolo_gluten

 

 

 

 

 

Quem me mandou a informação foi Raquel Benatti, da Acelbra Rio de Janeiro (www.riosemgluten.com). Ela trouxe “boas novas” pra gente abrir as celebrações de final de semana. Isso é show de bola!!!

Raquel conta que o presidente da Acelbra do Distrito Federal, Paulo Roberto esteve com o Deputado Maurício Trindade cara a cara, em seu gabinete. Afinal, nada melhor do que resolver essas “pendengas” assim, olho no olho. A conversa virou notícia boa: o novo parecer do deputado será entregue na próxima quarta-feira, 19 de agosto, à Comissão de Seguridade Social com novo texto. Oba!!!!

A informação do Gabinete é a garantia que o novo parecer irá se basear apenas no texto do PL 336/2007  que propõe o acréscimo, nas embalagens, do símbolo internacional da intolerância ao glúten, proposta do deputado Ciro Pedrosa. “O outro texto, o PL do Perondi, que tira o “Não contém glúten” vai ser esquecido ( e enterrado de vez ). O voto do Maurício Trindade será pela aprovação do uso do símbolo nas embalagens”, afirma Raquel por e-mail.

Nós, celíacos e não celíacos, comemoramos!

ps: É piegas, eu sei, eu sei e eu sei…. mas como é legítimo, porque eu pensei de mesmo, vou dar a cara a tapa: lendo o e-mail só me veio à cuca a música Todos Juntos, da peça Saltimbancos, do grande Chico Buarque:

Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
– Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer

ps1: O CD, que eu gosto muito, e tem sabor de infância, que eu gosto muito, anda no carro: escuta eu e Theo, em momento que nossas crianças brincam juntas.

Vale a pena ouvir:

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