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Archive for setembro \30\UTC 2009

Essa cervejinha é a minha Coca-Cola do deserto. Ainda não sei o mapa da mina, mas nada como a necessidade pra servir de estímulo!

Essa cervejinha é a minha Coca-Cola do deserto. Ainda não sei o mapa da mina, mas nada como a necessidade pra servir de estímulo!

Semana passada, por conta do Celiac Day, evento que aconteceu na Universidade Federal de Pernambuco sobre a Doença Celíaca (intolerância ao glúten), meus pensamentos voaram bem longe. Tão longe que quase me “estabaquei” quando cruzei minhas projeções no tempo de Theo quando for adolescente….

O vaucher com direito a frase de estímulo “Boa Viagem!” para essa viagem foi presente de Dra. Cristiana Menezes, nutricionista, e que trabalha com o tema há uns dez anos aqui no Recife (nem sabe, a bichinha : )))). Ela já coordenou um grupo de mães de pacientes celíacos no IMIP, inclusive. Em sua palestra lá na Federal ela falou uma coisa que nunca tinha parado pra pensar sob o mesmo ponto de vista. A de que para as crianças, que desde cedo descobrem a DC, a restrição alimentar não é nada demais. Só uma rotina antiprática. Mas isso mais para os pais do que para a pirralhada.

Isso até já tinha falado aqui. E isso é real. Theo, por exemplo, nem gosta do cheiro que vem da padaria: cheiro de pão; assim como não gosta de cheiro de pizza… e por aí vai. Na verdade, nunca pôs um pedaço de pão na boca. Então pra ele, diferente do que possa supor o senso comum, não comer isso não faz a menor falta.Claro.

Entonces, ele não sente a “exclusão social” que a restrição aliementar causa. A criança, na verdade, como disse Cristiana, sente-se, ao contrário, espeial e privilegiada por uma alimentação toda cheia dos “gueri-gueri” pra ela. Não é tão chato… não é tão difícil. Dá para nós, mães, ir fazendo as substituições. É trabalhoso, claro. Afinal, o trigo é o rei da cocada-preta, uma espécie de coringa da culinária, mas proibidíssimo no nosso jogo alimentar (dos celíacos). Mas fazer o quê… as coisas não deixam de andar bem por conta disso. E com crianças celíacas fica mais fácil controlar tudo.

Mas vem que a viagem sideral do juízo chega na adolescência ou “aborrecência. Termo acunhado com precisão para esta fase difícil da vida (para os próprios adolescentes, é verdade, mas também para quem está junto a eles). E eu pensei em Theo…. nas farrinhas, na cervejinha (proibida), na faculdade, nos lanchinhos de fim de noite…. valei-me. Assustei! : )

Vou confiar e apostar no taco da educação que estou dando a ele hoje. Mas lembrando que “negar” tudo isso (EU, PAI, as nossas “regras”) faz parte do processo desta fase. Entonces…. é mesmo esperar pra ver. Ui!!!

ps: Desde a semana passada que eu, mãe, entrei na dieta. Meu exame de sangue deu positivo (o anti-transglutaminase e o anti-endomíseo) mas com as vilosidades do intestino sem inflamação na biópsia. Ou seja, no limbo, tenho risco de ser (estou em estudo) uma celíaca assintomática (percentual também bem grande no mapeamento dos celíacos). No meu caso, a observação clínica é fundamental. Porque para além dos sintomas clássicos existem outras reclamações do corpo que é preciso ficar atenta…. Os médicos precisam estar mais atentos!!!!

Bem, na dieta, estou. Ponto. Cinco dias. E penando com “abstinência” da cervejinha….. descobri que a única sem glúten, ou com baixa concentração de glúten (menos de 6 ppm) disponível no Brasil se chama Daura (da espanhola Estrella). Ainda não tive tempo de procurar por aqui (Recife). Por aqui, só tempo de pensar, por enquanto, em alguma bebidinha refrescante para o dia de praia. Tentei frisante, vinho, saquê…. no finde passado e o negócio travou. Não rola. Sou da boemia braba e banhada a cervejinha. E geladinha. : (( Água na boca!!!! : )))

Aí é quando mais uma vez penso em Dra. Cristiana… e na sua fala a respeito. Porque pode ser um custo até alto mas por um benefício ainda maior. E eu sei. Mas dizer que pra quem já conhece tudo no paladar é mais difícil é… isso ninguém pode dizer que não é. E eu estou reaprendendo a comer: tomar café (sem o pãozinho de cada dia), almoçar em casa ou trazer lanchinhos na bolsa; e pensar no que dá para lanchar na Pós… Isso tem sido aprendizado que pode me ajudar no trato com Theo. Por isso tenho achado que vale bem a pena. Mas que ainda estou meio perdida, estou.

ps1: a Daura, vi agora no site, custa só R$ 18 reaus. Uma de 3 e pouquinho ml…. um sacrilégio! : ( Minhas quintas de Central estão menos animadas…. : ( Vou cascavilhar por aqui pra ver se acho e experimento.

ps2: Theo achou o máximo a mãe ser igual a ele. Disse até que, a partir de agora, me empresta as ferramentas dele. : )

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Como não tem foto da invenção, tem da farra deles por lá: piscininha com mesinha de petiscos da criançada. Aí gente grande nao mete o bedelho.

Como não tem foto da invenção, tem da farra deles por lá: piscininha com mesinha de petiscos da criançada. Aí gente grande nao mete o bedelho.

Theo fala que só o bicho da cobra. Não sei o porquê do ditado. Sei que quando se diz isso de alguém é porque o caboclo gosta de tagarelar. O meu pequeno grande Theo é uma dessas figuras, como já comentei aqui. E se o ditado é real, o empregado a pessoa dele ainda ganha um pedacinho a mais – mudancinha básica –  para fazer ainda mais jus a figurinha: tomou água de janeiro a janeiro. Todo final de semana tem sido de cerca de duas horas pra ir ao destino e mais duas, obviamente, para retornar. Acreditem, Theo vai e também volta falando. Da hora que entra no carro a que sai. É uma coisa realmente surpreendente. : ))

A gente se pega rindo dentro do carro. Não é possível tamanha disposição. Tamanho fôlego. A gente brinca com ele: Theo, respira, filho! E ele sabe que a gente está tirando onda da falação dele. E detalhe: vem contando histórias. É uma atrás da outra. Ele sai arranjando contextos para enfiar ventiladores, máquinas variadas…. olha pela janela e costura detalhes da paisagem as contações. O ventilador que vinha na mala do carro, aí o carro bateu e o ventilador saiu voando; o fio do poste que o moço que conserta subiu e aí encontrou um passarinho que levou um choque. Inclusive, vai contando e explicando ao mesmo tempo. Uma das histórias o moço levou um choque no poste. Ele explicou a avó Carma que na verdade foi uma descarga elétrica que o seu personagem levou. E sabe o que é uma descarga elétrica? É um choque muito, muito grande. É muito choque! : ))

ps: Neste final de semana Theo inventou uma bomba para limpar a piscina igual a que Zé Pedro usa de noite para deixar a piscina limpinha para a criançada pela manhã. Eu não tirei foto, porque tenho dado cessa a essas coisas durante o final de semana. Afinal, máquina, água e farrinha não combinam. Mas tenho me divertido com as invenções dele e suas observações. A bomba ficou muito legal.

Ele também fez uma lancha com uma mesinha de plástico de criança virada com os pés para cima, ele em cima, e o ventilador com o motor ainda pendurado encaixado numa das pernas da mesa. Com ele empurrando a mesa debaixo d´água a hélice gira e pronto. Tudo feito. : ) Ele também fez uma descarga. Na verdade, um banheiro. Pegou uma das partes do banco mil e uma utilidades que a prima Gabi deu (e que já esteve em mais de um montão de invencionices dele postadas aqui) e colocou virado como cone com a boca maior virada pra cima dentro de um balde. Resultado, a água descia pela cone e ele fazia a zoada da descarga. Ficou sentado por muito tempo perto da piscina brincando de banheiro.

Num dos momentos, colocou o ventilador ( o mesmo da lancha) que na verdade só tem duas pétalas e é um ventilador daqueles pequenos todo quebrado (ou arrombado) como ele diz e colocou em cima do buraco do “banheiro”. Tia Hercilia, curiosa pela invenção, perguntou o que era. Theo explicou: quando a pessoa fizer cocô o ventilador já gira e sai o cheiro. Ventila o banheiro. : )) Tia Hercilia riu… afinal, imaginar alguém sentado em cima do ventilador não é lá uma imagem que pareça confortável. Theo ouviu a graça de tia Hercilia e respondeu: aí a pessoa fica rodando em cima do banheiro e caiu na risada junto.

ps2: hoje pela manhã lembrei de outra historinha engraçada de Theo. Ele imitando um passarinho no meio do supermercado. Bem, até saber que era um passarinho levou uns segundinhos me abrindo. Aquela risada incontrolável…. : ) Ele abaixava com as “asas” apoiadas no tronco do corpo, fazendo pchiu, pchiu… apitando com a boca. Pedia para eu tocar nele, quando tocava ele partia em voo… : )) Agora imagine, eu, um carrinho de compras, supermercado lotado, e Theo passando pelo meio das pessoas e se agachando para que eu, em seguida, tentasse tocá-lo. Como passarinho que se preze, voava antes que eu conseguisse tocar e corria em disparada. Eu entre aperreio e riso sem controle ia atrás do pequeno para não perdê-lo de vista.

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Um Tom Waits de saias: mas sem ser mulher (não é afirmação óbvia como parece....)

Um Tom Waits de saias: mas sem ser mulher (não é afirmação óbvia como parece....). Foto: Last.fm|Packie

Já ficou claro aqui neste espaço a preferência musical do pequeno Theo: Beth Carvalho em primeiríssimo lugar. Mas claro que tem outros ritmos e sons que ele também curte porque a gente coloca pra ele ouvir. Tem Elvis Presley (que ele chama de Elvis Prevley), que ganhou uma seleção especial no computador, e virou CD para embalar Theo.

Depois chegou DVD e Theo viu a mise en scène com todo o jingado e figurino do rei. (Confesso que já me peguei imaginando o que seria de Elvis hoje caso estivesse vivo…. os fãs que me perdoem, de verdade, até porque eu curto-pra-caramba-mas-com-distanciamento….pero, tenho pra mim que seria um tipo ícone-brega-saudosista). Bem, Theo vê Elvis e gosta. E ponto. Basta.

Mas da mesma forma que tem Elvis, tem Winehouse, que ele gosta também. Eu adoro, escuto muito e mostro idem, muito.

No meu aniversário, além do DVD que já tinha, ganhei mais o primeiro CD e mais a biografia. Mas uma pessoa que com a pouca idade já tem biografia, avalie…. Bem, Theo percebe, digamos, essa condição porra-louquice-que-amo-muito-mas-tenho-juízo-de-pinto-e-voz-de-trovão de Amy.

Dia desses, pegou o DVD e o livro e trouxe para mim na cozinha. Queria folhear o livro para ver se achava fotos de “Amyhouse”, como ele chama. Folheando, folheando… ele diz: “mamãe, como ela tá linda nessa foto?! E eu, é, filho, mamãe acha ela muito massa mesmo. E ele, parando numa foto dela toda meio despenteada, mas com os clássicos cabelos pra cima  e olhos pretos borrados, disse: mamãe, ela nessa foto está meio assim….

E eu: meio assim, como Theo?

Meio cara de desesperada… Por que, mamãe, ela tá assim?

No alvo. É. É isso! Enganar a quem, não é mesmo? Já ouvi dizer que você pode dissimular muitas vezes, para muitas pessoas; mas tenta a mesma façanha para a criançada? Tenta?! Coisa difícil. : )  

ps: estou tentando parar pra escrever como foi o Celiac Day, nesta quarta-feira, 23, na Federal. Muitas coisas para contar. Assim que tiver um tempo, posto.

ps1: Theo está ansioso para a aula de robótica. Enquanto a aula mesmo não vem, já “treinou” dando o ganho na maletinha de ferramentas do pai. Já disse assim: é do meu pai e meu. Ele me emprestou. Está todo “garboso” com seus novos utensílios. Na próxima semana começa.

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Briga de amendoim: curtição para ele e para o pai!

Briga de amendoim: curtição para ele e para o pai!

Theo voltando de viagem com dois saquinhos pequenos de amendoim guardados na minha bolsa por ele para ele. Um, que ele mesmo colocou o pegador de roupa depois de aberto para guardar estrategicamente no lugar em que ninguém ia achar – minha bolsa – para comer depois. O outro, outro. Saco cheinho e ainda fechado dado pra ele por Tia Hercília, que sabendo de toda a estratégia do pequeno para não ficar sem amendoim, mandou que eu colocasse junto na bolsa. : )

Na volta para o Recife comeu o pacotinho do pegador e ainda o outro… e, com olhar de risinho safado, disparou para mim: “Mamãe, avisa a papai pra ele colocar a mão pra trás. Quero dar amendoim pra ele”. :) Eu avisei a Michiles (como se precisasse diante de toda a distância física de três pessoas no mesmo carro) e ele colocou a mão. Theo colocou umas três sementinhas de amendoim (como ele chama) e pronto. Kennedy, prontamente, perguntou ironizando: “Vai fazer falta não, filho?” E Theo, se abrindo, disse que não ia dar mais não. “Tá bom, papai”.

E continuou querendo atenuar a atitude da pouca-vontade-de-dividir: “papai, sabia que toda vez que penso em amendoim eu penso em tu. Eu penso em tu antes mesmo de pensar na palavra amendoim. Antes dela vir na minha cabeça, assim, já penso em tu. Rapidinho. Eu lembro e penso em tu. Toda vez. Amendoim é tua cara. : ))) Falou, como é seu, pontuando as palavras com as mãos, enquanto eu assistia a falação com vontade de me pendurar no pescoço dele e dar montão de beijinhos.

Kennedy, já no bolso, disse o mesmo e completou: Theo e papai são bem parecidos. Os dois adoram amendoim. : ) Na verdade, como falei aqui, é dos dois e mais ninguém, a “implicância pelo saco de amendoim”.

Theo riu com carão de satisfeito de ser igual ao pai. Todo orgulhosão.

Ps: Gosto de mexer com Theo. Tirar ondinha com a cara dele. Sempre. Faço isso muito. Um dia desses, eu e Michiles brincando na mesa, começamos. Eu, primeiro: “Theo, vou trocar teu pai. Tu deixa? Vou arranjar outro, filho. Um massa, mais bonito, mais legal. E ele vai vir cheio de ventiladores pra tu, que achas? E ele com aquela carinha de estão-tirando-ondinha-de-minha-cara-mas-o-que-eu-responder-será-muito-importante: “Não. Não quero outro pai. Quero só esse. ” Respondeu entre sorrisinho de graça-sem-jeito-e-se-essa-doida-resolver-trocar-mesmo. : ) A gente quebrou a “tensão” caindo na risada. Pra relaxar, claro…. e ele riu aliviado. Já está acostumado com os pais. Mas, não satisfeito por ter respondido a negação de boca cheia, completou: você cuida do meu pai e ele de você. Eu sei que é assim. : ) Como se trocar qualquer pecinha daquela arrumação ali não fizesse o menor sentido pra ele. : )

Pausa. Já me peguei pensando no que Theo pensa de nós, enquanto dois-juntos. Casal. E achei tão lindinho aquele comentário dele. Tão afetuoso. Para ele, fazemos parte de uma mesma historinha, com ele no aposto.  Sempre complemento pra fazer sentido. Ficamos felizes com o comentário. Mesmo.

ps: como mexer com Theo é de praxe, lá na praia, tirei onda dizendo que a vassoura da casa é meu transporte. : ) E que ele não me “arrete o juízo” que eu pego a vassouro e viro bruxa. : )) Ele ri da minha ondinha. Ponto. Noutro momento, Kennedy entra na casa, nós lá fora, só Theo e Cris, pessoa que está ajudando a dar conta da casa nessas horas. Eles conversando, Kennedy escuta Theo dizendo:

“Cris, não mexa nessa vassoura não que é da minha mãe. É o carro dela, viu?!”. : ))) Kennedy volta pra fora da casa se abrindo e tirando ainda mais onda: “vai, visse…. teu filho tem certeza que tu é uma bruxa….”. :))))

ps1: Lulu tem sido inspiração de Theo. Com 9 anos, é a filhota mais-nova-e-virada-e-muito-da-fofa- de Paulo Emílio e Hercília (carinha de um, jeitinho do outro); companhia dos finais de semana de praia. Lulu daria um blog a parte. Respostinha afiada sempre na ponta da língua. : ) Deu certinho ela e Theo. Uma de Lulu: a irmã mais velha pergunta no carro (pergunta-com-abuso por conta de uma defesa que a pequena fazia em relação a algum assunto que se falava): o que você vai ser quando crescer? Advogada, é? Não. Velha, né?!

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Notícia boa para começo de semana: um dia inteirinho para ficar sabendo de todas as informações sobre a Doença Celíaca (Intolerância ao Glúten)

Notícia boa para começo de semana: um dia inteirinho para ficar sabendo de todas as informações sobre a Doença Celíaca (Intolerância ao Glúten)

Sabe uma garrafa de água mineral no deserto? Achado dos Deuses, não é mesmo?! É assim que estou encarando o Celiac Day que, como o nome sugere, será um dia (sendo pra lá de exata, 9 horas) inteiramente dedicado a Doença Celíaca, intolerância ao glúten, aqui, na Universidade Federal de Pernambuco. Segundo a nota publicada no site da UFPE e achado por duas pessoas massa que lembraram de mim e me mandaram (Luiza Mendonça e Dra. Cristiana Menezes): 

“O Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), abre inscrições para estudantes de graduação, pós e profissionais, para o Celiac Day, curso que abordará os aspectos da doença celíaca (intolerância ao glúten) que apesar de comum passa despercebida para a maioria da população. A capacitação, com carga horária total de 9 horas, acontecerá no dia 23 de setembro no auditório do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade. As inscrições estão abertas e as instruções para realizá-las podem ser encontradas no site http://curso.sergiocrovella.org/.”

O curso custa R$ 10 reaus. Um curso de R$ 10 reaus não existe não é mesmo? Que dinheiro paga um conhecimento desses para nós, pais de quem tem a DC, e, ou mesmo, os próprios celíacos. Ainda vivemos num verdadeiro deserto de informações e conhecimento sobre a DC. E os médicos precisam sim saber sobre para investigarem os casos suspeitos que aparecem em suas mãos. Quantos pacientes não penam até descobrirem porque os médicos nem se quer atinam para esta possibilidade.

O Celiac Day, embora a nota aponte para “profissionais da saúde, estudantes e telelei… pode sim ser feito por familiares de doentes celíacos e ou mesmo celíacos, claro. Portanto, o Celiac Day está sim aberto para os demais interessados e os coordenadores estão guardando pela nossa presença. Pra mim, será nove horas de explicações, mais conhecimento a respeito, nutrição, genética, e tudo o mais que possa me ajudar a dar uma melhor qualidade de vida ao meu filhote Theo.

Tudo que a gente deseja não é mesmo?

Abaixo, a programação:

Dia: 23/09 (quarta-feira):

9h – 9h30
Abertura do Celiac Day no Brasil
Giselia Alves Pontes da Silva – UFPE
9h30 – 10h30
Estudo da doença celíaca no IMIP
Katia Galeão Brandt – IMIP
10h30 – 11h30
Doença Celíaca e familiaridade
Margarida Maria de Castro Antunes – IMIP
13h – 14h15
Doença Celíaca e acompanhamento alimentar
Cristiane Almeida de Menezes, IMIP
14h15 – 15h30
Sintomas discretos como forma de apresentação da doença celíaca
Maria Eugenia Farias Almeida Motta, UFPE
15h30 – 16h15
A genética da Doença Celíaca: importância do HLA no desenvolvimento da doença
Sergio Crovella, UFPE
16h15 – 17h15
Diagnóstico Molecular dos Fatores Genéticos da Doença Celíaca.
Rafael Guimarães, LIKA
17h15 – 18h15
Doença Celíaca e outros genes de importância na patogenêse da doença.
Rafael Guimarães, LIKA

ps: Hoje recebi pela lista da Acelbra a informação de que o nosso Ministro da Saúde assinou, enfim, o documento que cria o protocolo da DC no SUS. Já saiu, inclusive, no Diario Oficial. Essa é uma luta que já se arrastava há cinco anos. Vitória da Fenacelbra. O que mostra o quanto é importante a formação de uma associação, coisa que aina não conseguimos por aqui. Mas que caminhamos para conseguir. Os exames para a comprovação da DC: primeira etapa, sangue; segunda, biópsia são caros. Portanto, que bom que agora a “turminha” que atende pelo SUS vai ficar esperta e solicitar os exames : )) Precisão na hora do diagnóstico é tudo de bom. Mais aqui, em matéria que saiu na Folha de São Paulo.

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Miró, pra variar, misturado aos brinquedos e brincadeiras de Theo. Está sempre onde Theo está, trelando idem, como o "pai"; e derrubando os inventos de Theo...

Miró, pra variar, misturado aos brinquedos e brincadeiras de Theo. Está sempre onde Theo está, trelando idem, como o "pai"; e derrubando os inventos de Theo...

Cena 1:

Ele, olhando para Miró, fala:

“Meu filho, você tem que agradecer. Eu sou um pai muito bom pra você. Te salvei da rua. Se não fosse eu você ia estar por aí na rua sem ter o que comer…., viu? Mas você não fica quieto. Faz besteira. Derruba minhas invenções. Eu não gosto. Vou brigar com você, depois não reclame”.

Enquanto Theo falava isso, Miró desse da poltrona que gerou a falação e onde Theo tinha montado o “escritório” dele: cadeira virada de cabeça pra baixo com bandeja pra dar apoio e colocar os papeis pra escrever. Desce lento, sem afetação, no estilo gato-blase-ar-de-superior-não-estou-nem-aí e se espalha (quem se joga é a gente), gato não, gato se espalha no chão e fecha os olhos em sinal de que: cochilar é o melhor que ele faz.

Cena 2:

“Papai, a gente vai hoje pra praia à noite?” Kennedy responde: “ainda não sei, filho. Mas se não der pra sair cedo do trabalho, vamos à noite sim”. E Theo: “Mas eu não gosto de ir à noite”, retruca não satisfeito o pequeno. “Tenho medo que você se perca!” Kennedy novamente: “não tem perigo, Theo. Tem a moça (a do GPS) que fica ensinando. Não tem problema que ela ajuda a gente”.

Theo: “eita, papai! Aí não vai dar certo. Aquela moça erra. Ela diz, entre à esquerda… e não tem esquerda. Ela não sabe direito ensinar”. (várias vezes a moça do GPS parece que bebeu mesmo! : )))) Ou seja: Theo não deixa de estar certo. Se for pela moça, é melhor ir com o dia claro. : )

Cena 3: (sexta passada quando pegamos à estrada)

“Mamãe, eu não queria mais ir”… disse isso todo tristinho no carro. Com bico. E eu: “Ô, filho… por que? Você gosta tanto. Adora. O que houve? E ele: você reza?

Eu, pausa… han…?

Rezo. rezo sim.

E ele: então reze mamãe. reze pra eu não sentir saudade de Teca.

(Achei tão bonitinho. Tão pequeno, mas com o coração já tão cheio de sentimentos. E sentimentos sem tradução, e,… até, sem que dê jeito com reza).

Cena 4:

Vovô Marja foi buscar Theo no colégio. “Theo, vovó comprou coisinhas bem gostosas pra você. Mas é pra você dizer ao seu pai e sua mãe que não é pra comer o seu macarrão não. É caro e difícil de encontrar. Eles que comam o deles.” E Theo, acenando positivamente com a cabeça disse: “isso mesmo, vovó! É muito difícil mesmo. Vou deixar não”.

Theo e eu nos encontramos à tarde. Ele: “mamãe, olhe: minha avó Marja comprou macarrão pra mim. Avó faz tudo pro neto que eu sei. Ela manda em mim. E ela disse que não era pra você comer o meu macarrão. É mamãe, meu macarrão é muito caro!! (reforçando as palavras com os gestos, como de costume). E “as pessoa” vai procurar e não vai achar. Porque tem pouco. Ai vai ficar sem e não pode ficar sem. Entendeu, mamãe? Você e papai não podem comer o meu macarrão.

E eu, no que me restava ali: tá certo, filhote. Não como não.

ps: Não tenho achado o macarrão BlueVille em canto nenhum. Em São Paulo e no Rio já sei que tem. Aqui vendia no tio Wall. Mas nem lá tenho encontrado o que é uma pena. Ele, massa espaguete, custa R$ 3 reaus e pouco. Como não tem ele, tem sido o macarrão da marca Quinua Real, só em casas especializadas como a Mundo Verde. Na bagatela de R$ 14 reaus. E olhe que vem bem, mas bem pouquinho mesmo. Ou seja, vovó está certa. Obrigada, mãe. A filhota também agradece o agrado! : ) E obedecerá as suas ordens!

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A água produz energia. Se é assim, o acrílico que reveste o motor do ventilador + cooler + cano de brinquedo para escoar a água

A água produz energia. Se é assim, o acrílico que reveste o motor do ventilador + cooler + cano de brinquedo para escoar a água

Diz o ditado que se você não pode com o inimigo, alie-se a ele. Pronto. Estou de pontinha do nariz, palminhas das mãos e olhos nos olhos com o desejo de ser inventador do meu pequeno grande Theo. Ok. Tudo bem. Estou sendo dramática. É. Estou. Como já disse aqui, essa fascinação por invencionices 24h por dia já me aperriou muito. Já me aperriou mais. Hoje menos que pouco.  “Que eu fosse mais aperreio do que encanto, nem faria o blog (ou não)”.

Sendo redundante (com prazer): como mãe, eu desejo asas para que meu filhote alcance outros mundos; que a imaginação e criação voe longe. Assim como, como mãe, sou cimento, sustentação, base, para que ele volte com segurança de suas viagens. É só. E nesse mundo é melhor não limitar. Mas ampliar. Aprendi que a gente só transforma intencionalmente o que conhece. Pra aproveitar, é bom que seja assim.

Bem, Theo-e-seu-desejo venceu a todos. Hoje na escola, por meio da professora queridíssima dele, Rebeca, descobri que a Divertec, empresa/escola que ensina robótica, tem espaço para o pequeno. “Apois-então” Theo começa lá em outubro; 1 dia útil do mês. Sua rotina, para sua felicidade, será feita agora de 1h30, uma vez por semana, dedicada a inventar. E inventar com direito a ver, no final, o invento funcionando de verdade.

Ainda neste mês ele terá uma aula experiência. O pequeno, no primeiro momento, não curtiu “fazer curso”. Afinal… curso não soou “brincadeira”, mas “obrigação”.

Diálogo incial: “Theo, mamãe vai te colocar numa aula de robótica. Uma aula para inventadores. Pra tu fazer máquinas de verdade, mexer com fios, baterias, motores”… eu nem tinha encerrado o papo, ele, me cortando, com raiva (e jeitão bem MANDÃO – assim, em caixa alta mesmo): “Não. Não quero fazer nenhum curso. Quem faz curso é quem não está na escola. E eu estou. Não e não. Já disse! Eu fiz um combinado com você e faço judô. Não quero mais fazer nada e pronto. Não vou mais ouvir o que você está falando. Eu já sei inventar. Não preciso que ninguém me ensine. Não quero mais nada no meu calendário” (botou as mãos nos ouvidos).

Adendo: calendário aí quer dizer agenda… : )))

Mãe-nóia incorpora a minha pessoa (como o Pateta do desenho quando incorporava o louco)… desce o santo e, eu, meio errada, (o que é péssimo porque é o mesmo que colocar a bola na frente do gol só esperando que o outro chute ou ainda, como diz Michiles, é passar recibo), falei: “Meu amor…. calma. Veja só: teus inventos funcionam de verdade? Eles ligam, sempre? Você sabe fazê-los ligar?”

“Não. Não consigo” (cara amarradíssima, monossilábico)

“Então, filho….” Eu achei que tu fosse amar essa aula. É tudo que tu gosta de fazer. Inclusive tu sabia que lá no curso tem uma lojinha de brinquedos só desse tipo: invencionices que funcionam, barcos movidos a energia eólica, motores, pilhas para montar brinquedos legais ….?”

E ele, mais calmo, mas ainda com ranzinzisse…: “vou ver como é. Uma vez. É hoje?”

Aí, eu… por cima da carne seca: “Não. Não pode hoje porque eu não vou poder. E nem próxima semana. Só depois”. E ele pra Teca: “Não vou pro judor hoje. Já avisei a minha mãe que ou faço judô ou robótica”. E Teca: “Está certo, Theo. Mas bora trocar de roupa que você está atrasado. Foi-se feliz da vida. : ))

ps: Theo não é cheio de atividades. O judô tem só dois meses na vida desse “terrorista”. Menor, fez capoeira. E só. O resto era em casa com Teca. Sempre fui preocupada em não deixar Theo com uma super agenda. Sempre. Meu tempo é mais lento. E ele pode optar por acelerar isso. Mas não é o que proporciono hoje.

ps1: A aula de robótica será num dos dias do Judô. E eu ainda testarei, em sendo assim, se não seria melhor tirar a sexta de judô. Isso pode porque a sexta é complemento de aula: defesa pessoal. Mas quem quer só faz dois dias e não três. Vou testar pra ver qual é….

ps2: Theo, como sempre, fala uma coisa pra mim…. mas quando sai do judô sai feliz da vida. Sempre. E eu sempre só vou pegá-lo quando a babavó Teca liga. Porque ele não quer voltar assim que termina, mas quer ficar lá brincando um pouco. E eu deixo. Não altero por ficar orbitando em torno desse pequeno.

ps3: ontem, quando fui buscá-lo no judô, ele: mamãe, o Sansei perguntou pra mim se eu era um homem ou um saco de cuscuz (falou se abrindo isso). E tu, filho… respondeu o quê? “sou um homem… mas depois disse, um prato de cuscuz” (e caiu na risada de novo).

ps4: Theo tem um humor muito legal. Ele é “malicioso”. Faz piadinha fácil com as coisas. Gosta de trocadilhos… de comentários de ondinha. Dia desses, também numa volta do judô, uma mulher de maneira surreal parou no meio da rua seu poçante (do tipo: comprei a rua. Eu posso. Beijos e não me liga!). E eu, buzinei na bundinha fofa dela. Theo, de pronto:  ô, mamãe… é que ela está te esperando…. olhando com aquele sorriso que ri da minha cara…. e eu: “pilantra, não falei contigo. Senta, coisa” E ele, riu satisfeito da piadinha. Ele adooora fazer gracinhas com as situações.

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