Feeds:
Posts
Comentários

Archive for 11 de agosto de 2009

Num momento de muito prazer!

Num momento de muito prazer: em curtição na Cultura!

Ele e a bolacha.... quando comer com os olhos não é nada demais...
Quando comer com os olhos não é nada demais…

O Lanchinho do colégio de Theo é coletivo. E eu acho isso muito legal. Mesmo. Recebemos todos os meses o cardápio. E a Teca de Theo deixa prontinho tudo no equivalente ao que pedem pra ele levar. Claro que tem “equivalências” mais difíceis, e mesmo assim resolvidas rapidinho.

Tipo:

Cachorro quente
: não, Theo nunca comeu. E o pão, que fazemos, tipo fatia, não rola pra montar cachorro quente. Fazemos um arremedo, só pra arremedar e ele compartilhar o pão com carme moída. Mas diria que esteticamente não fica igual; ou

Banana machucada com farinha láctea e aveia: No lugar da Farinha láctea (que pra mim tem sabor de infância) mandamos leite em pó e o sucrilhos (ChocoKrispies, da Kellogs), no lugar da aveia. Só tem essa marca e esse tipo. Dos industrializados, só. Pode ser que, quem seja de fora conheça mais tipos, mas aqui no Recife só tem esse;

No resto, ele leva o mesmo. Bolo de Rolo, de ameixa, pão de queijo, waffer e cream cracker… na última vez que foi pão com requeijão, mandei o pão inteiro pra que todos os coleguinhas comessem do mesmo. Igual. A escola até me pediu a receita para fazer lá o sem glúten. É massa isso, literalemente. E nós, lá em casa, nos esforçamos para que funcione assim.

Pra que Theo se sinta nesta coletividade, as professoras nem deixam Theo abrir o lanche quando o alimento em questão é fruta. Fruta, suco e achocolatado ele sempre toma o do colégio (o achocolatado eles compram o sem glúten. Claro). 

Além disso tudo, os meninos sempre comem do lanchinho de Theo. Mandamos sempre em maior quantidade nos “tapauéres” para que isso ocorra mesmo. Assim, ele pode dividir e vivenciar a troca do lanchinho se sentindo mais parte.

Mas aí, amigos… acontece de ter um lanchinho, que vem de Sampa, importado da Itália (SChar), custando caro e em “medidas” de “pacotinhos”. É o caso do waffer e bolacha cream cracker. Pedimos na Marilis (http://www.semgluten.com.br/), um site que reúne todo tipo de comidinha sem glúten. Pelo que entendi, Marilis é celíaca. Danada, mãe e há muito boa de cozinha, também tem uma marca própria. Mas revende de outras, como é o caso da Schar italiana.

Semana passada fizemos a encomenda da bolacha e do waffer. Theo sente muita falta dos “lanchinhos salgados”. O paladar dele é mais pro salgado. E é no salgado que o “glúten torce o rabo”. Só que descobrimos a Schar, indústria italiana, que é distribuída em Sampa. Bolachas com mais gostinho de bolachas. Até a estética, neste caso, não deixa a desejar. O waffer então… qualquer um come sem nem desconfiar.

O waffer custa, um pacote, R$ 23,50 (pacote normal, que possivelmente uma criança manda pra dentro num único dia na frente da TV), e a cream cracker R$ 5,80 um pacotinho. Fiz o pedido semana retrasada. Até postei aqui. Resultado: agora só temos dois de waffer e um de bolacha. Theo adorou os dois. Pede, de boca cheia, dizendo: quero MINHA BOLACHA CREAM CRACKER. Neste caso, pra ele, tenho notado que até o nome soa gostoso. :))

Estou nessa novela no momento. Soube, pelo próprio Theo, que na escola avisam aos outros meninos para não pegarem do de Theo; os tios pedem aos filhos para não comerem do de Theo…. e aí???????? É a “exclusão” ao inverso. Quando a gente sai, sempre ouvimos isso: não, filho, o de Theo não, amor, que ele não come do normal… como????? É tão ruim. Theo fica tão feliz quando divide….

Isso é muito louco. Porque tudo que a gente quer ensinar é que o filho saiba dividir. E comida é isso: socialização. Nossa cultura é essa. Nossas celebrações são essas: sempre regadas a papo, comida e bebidinhas.

Tirando o waffer e a cream cracker tudo pra Theo fazemos a mais pra que ele possa vivenciar A MAIS esses prazeres sociais. Só que já pegamos Theo negando o waffer e a cream cracker: “Ah, não, mamãe. Vou dar não. Se não vou ficar sem porque não tenho mais”. E isso é legítimo. Eu sei. Ele sabe. Há demoras e demoras. Preciso pedir. E o os mercados de Sampa, apenas dois que eu saiba, pedem pouco por conta da saída. E aí quando fica sem no estoque, tenho que aguardar nova remessa “de pertinho”, lá da Itália. Já aconteceu com o waffer que ele já conhecia e que demorou a rolar em casa novamente. Além do quesito GRANA….

É a lei da oferta e da procura: afinal, quem vai comprar sem glúten por R$ 23 reaus se pode levar uma bolacha por pouco mais de R$ 1 reaus?

ps: Por isso é tão importante que a gente fale aos quatro ventos da DC. Quanto mais a gente fala, mais as pessoas sabem e, possivelmente, mais fácil veremos no nosso mercado opções de produtos. E fica ainda mais fácil ensinar que pirangagem não rola, nem mesmo quando tudo parece tão escasso. Vale mais MAIS um amigo na mesa, sempre!!!

ps1: O importante é ralativisar…. já me peguei avisando a minha sobrinha fofa Gabi, prima querida de Theo, que não aceite a bolacha cream cracker dele (explicando o que não gosto de ouvir na rua, como acabei de dizer); assim como já me peguei reclamando com meu irmão por ele não querer comer nem a pau uma fatia do bolo de Theo pra não “acabar com o bolo dele”. Sinuca de bico. Já estive dos dois lados da mesma moeda.

ps2: amigos com filhos, galerinha conhecida, amigos do colégio, família: COMAM o lanchinho de Theo. Valerá todo o nosso esforço.

ps3: Por Milena Vital, amiga que mora em Sampa (cuja mãe foi quem trouxe  a encomenda) que no supermercado de bairro Alameda Santa Luiza também tem vários produtos sem glúten, inclusive a marca italiana (Ô, que inveja dos celíacos paulistanos)….

Read Full Post »

O carro de tia Beka, que semana passada sobrou numa curva, mas está tudo bem

O carro de tia Beka, que semana passada sobrou numa curva, mas está tudo bem

Continua o carro de tia Beka no dia da batida: claro que o ventilador que fica no capô (que ele também sabe) no desenho parece maior

Continua o carro de tia Beka no dia da batida: claro que o ventilador que fica no capô (que ele também sabe) no desenho parece maior

 

Agora, o carro de tia Beka, pós acidente todo "arrombado" como ele diz...

Agora, o carro de tia Beka, pós acidente todo "arrombado" como ele diz...

 Theo gosta de detalhes. História sempre prende a atenção dele. Não adianta contar se não for pra detalhar. E se ele gosta, gosta de ouvir não só uma, mais várias vezes. Numa versão que “quase não termine”. Observa cada pedacinho para depois viajar, seja em desenhos ou na brincadeira/falação com seus amigos imaginários.

Semana passada tia Beka sobrou na curva na volta de Campina pra cá. Capotou, cruzou a pista e bateu num barranco. Pra felicidade geral, nada aconteceu de mais grave; na verdade, tudo foi de muito bom: gente atenciosa que viu o acidente e parou pra socorrê-la, SAMU em 20 minutos, médicos ligando para a família, hospital e amigos pertinho.

Contamos a Theo que tia Beka tinha sofrido uma batida de carro, mas que já estava bem. O sinto tinha protegido ela de ficar machucada. Ele, claro, quis saber dos detalhes… de tudo…. e do carro, claro.

Dissemos que o carro, perda total, ia pro ferro-velho. Só. E ele… que pena mamãe, tia Beka nem vai trazer pra mim o ventilador do motor. Fala com ela…. : )

No domingo, claro, a primeia coisa que ele fez quando chegou na casa do avô foi perguntar pela tia, do acidente, que não tinha chegado ainda… e ele, me conta os detalhes do acidente pra quem chegasse. Com tia Beka já lá e toda história na ponta da língua, “foisimbora” desenhar… e imaginar….

ps: Sim, meus amigos mais próximos…. ele é, sim, mais detalhista que eu…. bem mais e sem comparação. : )

ps1:  Theo pede sempre pra a gente abrir o capô do carro: quer “analisar” o motor. Já viu o “ventilador” do radiador… sabe onde fica, logo, sabe onde procura. Carros de estacionamento é com parada de um em um….

Read Full Post »

Theo na volta do judô, comendo a pipoquinha de lei, que fica na frente da academia

Theo na volta do judô, comendo a pipoquinha de lei, que fica na frente da academia

Em pose pra mamãe registrar e "lamber"

Em pose pra mamãe registrar e "lamber"

É claro que a gente tira ondinha de Theo por conta do judô. Na segunda, dia, eu: e aí, Theo, hoje tem aula com “Não Sei”, “SanSei” ou “NãoSeiLáOQuei”…., hein?

E ele olha pra mim se abrindo…. com aquele sorrisinho no canto da boca e olhar fulminante, do tipo: tirando, ondinha, não é, mamãe! : ))

E eu: e aí??? E ele responde Sansei, né?! E eu: NãoSei, quem sabe é tu!!!!

Profundamente besta, mas nos divertimos muito com isso. : )))

Read Full Post »